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Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

Na nossa vida e nas nossas organizações, encontramos todos os tipos de pessoas, algumas com mais talento, outras com mais perseverança, outras mais trabalhadoras, outras… Mas o que realmente diferencia as pessoas é a sua atitude. A Atitude é tudo. É o nosso modo de proceder, a nossa intenção. Eu destaco aqui a definição de Jung, quando distingue as atitudes racionais e irracionais:

  • “A razão é concebida como uma atitude” para Jung, e a atitude racional “subdivide-se nas funções psicológicas pensamento e sentimento, cada uma com sua atitude.”
     
  • Por outro lado a “atitude irracional subdivide-se entre as funções psicológicas de sensibilidade e intuição, cada uma com sua atitude. “Há, portanto, um pensamento típico, sentimentos, sensações e atitudes intuitivas”.

Por isso mesmo devemos estar atentos aos comportamentos racionais mas essencialmente aos irracionais, aqueles que o nosso subconsciente não controla e que nos define em relação a determinado facto. Aquela linguagem corporal que alguns pretendem esconder para serem “politicamente corretos”.

A linguagem corporal esconde muitos segredos.

Se cruzarmos os braços ou as pernas quando estamos a assistir a uma ideia nova, significa desconforto; ou se tapamos a boca com a mão e/ou a comprimir os lábios, significa que podemos estar a mentir ou pelo menos a não dizer o que pensamos; ou quando olhamos para o canto superior direito, estamos a criar uma imagem, demonstrando um sinal mais consistente de estarmos a mentir pois estamos a fazer um esforço criativo.

Portanto é importante identificar estes sinais e classificar os comportamentos em 4 grupos: os “facilitadores”, os “embaixadores”, os “bloqueadores” e os “apáticos”. A classificação não é minha, mas julgo que reflete bem aquilo que se passa nas organizações:

  • Os facilitadores são aqueles que dinamizam as ideias, que facilitam e simplificam a sua implementação. Não são apáticos, mas diligentes, energéticos e entusiasmadores; criticam mas construtivamente, melhorando a ideia inicial.
     
  • Os embaixadores são aqueles que representam e promovem as ideias, são os emissários e os mensageiros da ideia junto de outros.
     
  • Os Bloqueadores actuam como na perífrase da “calha sob as telhas que pode estar entupida de insetos, folhas mortas, gravetos e outras coisas mais e, se chover, a água, em vez de fluir, transbordará e poderá provocar alagamento.” Limitam a criação de novas ideias e disseminação das mesmas, acreditam que o único valor vem dos velhos conceitos e outras experiências pessoais. São acomodados, passivos e nunca aceitam críticas. Sentem uma ameaça à segurança e ao status, apegados a normas e padrões de Paradigmas e pressupostos rígidos. A velha ideia da “maçã podre num cesto” pode ser um risco elevado!
     
  • Os apáticos são aqueles que nunca têm opinião, são insensíveis, indiferentes e apáticos a qualquer ideia. São indolentes e macambúzios, quase meio ignorantes e inseguros.

Portanto quando avaliamos os colaboradores de uma organização (inconscientemente provavelmente já o fazemos) mas importa classificar estes perfis e atitudes, de forma a:

  • Ver-se livre rapidamente dos “bloqueadores” e mais lentamente dos “apáticos”;
  • Reter o talento dos “facilitadores” e motivar os “embaixadores”.

Só assim terá uma organização de sucesso, dinâmica, resiliente, adaptável, que se reinventa a si própria, antes da concorrência o fazer!!!


Fonte: Human Resources Portugal