Quais os tipos de asma?
Atualmente, e dado o seu carácter heterogéneo, é possível segmentar a asma em diferentes fenótipos.9
Alguns dos fenótipos mais comuns são:9
- Asma alérgica
Fenótipo mais facilmente reconhecido, com início (maioritariamente) em idade infantil e associado a um histórico de patologias alérgicas como eczema, rinite alérgica ou alergia a alimentos ou fármacos. Normalmente associado a inflamação eosinofílica das vias aéreas e como tal, têm uma melhor resposta a corticoides inalados (ICS).
- Asma não-alérgica
Fenótipo sem carácter alérgico, identificado por um perfil celular diferente do anterior e uma fraca resposta a terapêutica com corticoides inalados (ICS).
- Asma de início tardio (início em idade adulta)
Primeiros sintomas numa fase tardia da vida (adulta), normalmente não-alérgica e com necessidade de doses maiores de ICS. A asma ocupacional (resultado de exposições no local de trabalho) deve ser descartada em doentes com asma de início tardio.
- Asma com limitação persistente das vias aéreas
Doentes com limitação do fluxo de ar persistente ou com reversibilidade incompleta.
- Asma com obesidade
Alguns doentes obesos apresentam um quadro sintomático de asma, com pouca inflamação eosinofílica das vias aéreas.
Em termos de gravidade, a asma pode variar de ligeira até formas como muito graves, motivando internamentos e, tal como referido anteriormente, colocando a vida em risco.5
A asma possui diversos graus de intensidade sendo a sua definição baseada na terapêutica necessária para o seu controlo:9
- Ligeira
Asma bem controlada com tratamento de baixa intensidade (ex. associação ICS-formoterol quando necessário ou dose baixa de ICS mais agonistas β2 de curta duração (SABA) quando necessário).
- Moderada
Asma bem controla com terapêuticas de degrau 3 ou degrau 4 (ex. associação ICS-LABA em dose baixa ou média)
- Grave
Asma que permanece descontrolada apesar da otimização da terapêutica com associação ICS-LABA de dose alta ou que necessita de dessa dosagem para evitar que fique descontrolada.
Em estadios avançados da patologia, é importante diferenciar asma grave de asma difícil de tratar. Enquanto a primeira se define conforme supracitado, a asma difícil de tratar é identificada por uma terapêutica desadequada ou inapropriada, por falta de adesão à terapêutica, técnica inalatória incorreta ou pela existência de comorbilidades como por exemplo, rinossinusite crónica ou obesidade.9
Todos os graus de asma necessitam de acompanhamento e controlo regular, pois só assim é possível evitar a ocorrência de crises graves.
Ref. 008.2024
Referências:
5. Almeida MM de. Asma - Apoio. Fundação Portuguesa do Pulmão. Disponível em: www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/asma#137
9. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. 2023. Available from: www.ginasthma.org