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A Pneumologia é uma especialidade médica em Portugal, intrinsecamente relacionada ao combate à tuberculose. Assim sendo, o início organizado com estudo e combate a doenças pulmonares ocorreu em 1886, com a criação da primeira enfermaria para Tuberculose, no hospital da Misericórdia do Porto.1

As primeiras inscrições de Pneumologistas (outrora designados pneumotisiologistas) na Ordem dos Médicos remontam a 19401

 

O que é a Pneumologia?

A Pneumologia clínica dedica-se à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças do sistema respiratório. São estruturas do sistema respiratório a boca nariz, laringe, traqueia e pulmão.2

 

O que trata a especialidade médica de Pneumologia?

A Pneumologia é uma especialidade que trata mais de 40 doenças respiratórias de vários tipos; crónicas ou agudas, em adultos e crianças.

As doenças respiratórias crónicas têm um impacto significativo no sistema de saúde e na sociedade, devido à elevada complexidade e elevada prevalência de doenças como: asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), cancro do pulmão e síndrome de apneia do sono, bem como por outras patologias mais raras; doença intersticial pulmonar, hipertensão pulmonar e doenças órfãs, que muitas vezes requerem cuidados diferenciados.

Tendo em conta estes aspetos, a Pneumologia é atualmente uma especialidade médica sustentada em tecnologia inovadora.1

 

O que faz um Pneumologista?

Um Pneumologista é o profissional de saúde que trata questões relacionadas com a especialidade de Pneumologia. O Pneumologista atualmente, face as alterações epidemiologias e à evolução científica, tem um papel muito mais distinto do que aquele que o caracterizava no passado.

Há vinte anos atrás, o Pneumologista exercia a sua atividade de modo autónomo, dependendo apenas da sua experiência e competência. As doenças mais diagnosticadas passavam pela tuberculose, pneumonia, cancro do pulmão e doenças das vias aéreas. Atualmente, os Pneumologistas têm um quadro clínico de doenças epidemiológicas mais vasto - perturbações respiratórias do sono, infeções no hospedeiro imunocomprometido, tuberculose multiresistente, fibrose quística do adulto, hipertensão pulmonar; levando consequentemente a novos desafios.1

 

Doenças respiratórias em Portugal

É possível observar atualmente um crescimento acentuado da prevalência de doenças respiratórias no mundo, e Portugal não é exceção. Estas doenças são muitas vezes consequências de um estilo de vida menos saudável, com consumo de tabaco e drogas e, a acrescentar, poluição atmosférica, para além de outras causas.1

As doenças respiratórias mais diagnosticadas são:1

  • Doenças das vias aéreas: asma brônquica, DPOC, bronquiolites e bronquiectasias;
  • Neoplasias torácicas: cancro do pulmão, mesotelioma, timoma, etc.;
  • Perturbações respiratórias relacionadas com o sono; 
  • Doenças Infeciosas envolvendo o pulmão e a pleura: tuberculose, pneumonias, bronquiolite e gripe;
  • Doenças vasculares pulmonares; 
  • Doenças do imunocomprometido: SIDA, com envolvimento pleuropulmonar;
  • Doenças restritivas com compromisso ventilatório: doenças neuromusculares e da parede torácica, e as síndromes de hipoventilação central;
  • Traumatismos torácicos;
  • Doenças genéticas: fibrose quística, deficiência de alfa-1-antitripsina, ciliar primária; 
  • Doenças pulmonares da infância: displasia broncopulmonar.

A mortalidade global por doenças respiratórias tem vindo a aumentar de forma consistente nos últimos 20 anos, constituindo a terceira principal causa de morte1

 

O que é a asma? 

A asma, termo derivado do grego ἅσθμα ou ásthm e que significa “dificuldade em respirar”, é uma doença respiratória crónica, caraterizada pela inflamação das vias aéreas e pela contração dos músculos brônquicos, que resulta no estreitamento das mesmas e numa limitação do fluxo de ar.5,8

Leia por favor estas frases:

  • Com bastante frequência sinto tosse, e/ou falta de ar, e/ou pieira, e/ou uma opressão no peito, ficando com muito cansaço;
  • A tosse e a falta de ar, limitam o meu dia-a-dia e acordam-me durante a noite;
  • É-me muito difícil fazer esforços físicos, pois fico com tosse e pieira no peito;
  • A tosse, a falta de ar, o cansaço, obrigam-me a faltar ao trabalho ou à escola;
  •  As queixas respiratórias são piores quando me constipo ou na Primavera, ou se estou num ambiente com muito pó, fumos ou cheiros intensos;
  • Sinto-me pior nos dias com temperaturas muito baixas ou muito elevadas;
  • Identifica-se com estas descrições? Reconhece-as como suas, ou do seu filho, uma ou mais? Se, sim deve consultar o seu médico.

A acrescentar que, frequentemente, as doenças alérgicas coexistem no mesmo doente, por exemplo, acredita-se que cerca de 80% dos asmáticos têm rinite e 40% dos doentes com rinite têm asma.5

Em Portugal estima-se uma prevalência de 10% desta doença, o que equivale a cerca de 1 milhão de portugueses.5

Apesar dos avanços no conhecimento da asma e do desenvolvimento de fármacos eficazes com orientações terapêuticas consensuais, continua a observar-se um controlo inadequado desta patologia com impacto negativo na vida dos asmáticos.

1 em cada 3 doentes com asma a fazer terapêutica inalada permanece não controlado.6

 

Tipos de asma 

Em termos de gravidade, a asma pode variar de ligeira até formas muito graves, motivando internamentos e até colocando a vida em risco.5

A asma possui diversos graus de intensidade7

  • Grau 1 – Asma intermitente: Os sintomas apenas surgem uma ou duas vezes por mês.
  • Grau 2 – Asma persistente ligeira: Os sintomas surgem uma ou mais vezes por semana. 
  • Grau 3 – Asma persistente moderada: Os sintomas manifestam-se praticamente todos os dias. 
  • Grau 4 – Asma persistente grave: Os sintomas são de caráter permanente.

Todos os graus de asma necessitam de acompanhamento e controlo regular, só assim é possível evitar a ocorrência de crises graves. 

Consulte o seu médico e siga as prescrições e indicações sugeridas.

 

Causas da asma

Os fatores que podem provocar o aparecimento de asma são5,7,8

  • Ácaros;
  • Tabaco (direta e indiretamente);
  • Pelo de animais;
  • Pólen (em especial na Primavera) – alergias sazonais;
  • Humidade;
  • Constipações;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Poluição atmosférica;
  • Produtos químicos de cheiro intenso;
  • Prática de exercício físico; 
  • Infeções virais;
  • Prática de exercício físico (asma de esforço);
  • Emoções fortes (choro ou riso).

É importante deixar a nota de que nem todas as pessoas reagem aos mesmos fatores. Assim, é importante que cada doente conheça bem a sua situação, pois só dessa forma conseguirá controlar e evitar as crises de asma5.

A medicação diária é um elemento fundamental que ajuda no combate ao agravamento da asma e a diminuir todo o tipo de crises, ligeiras ou graves. 

 

Sintomas da asma 

A asma está associada a diversos sintomas, sendo os principais5,7,8

  • Tosse
  • Pieira ou “gatinhos no peito” (expressão muito utilizada) 
  • Sensação de aperto no peito
  • Falta de ar (dispneia)
  • Outros sintomas que também podem estar presentes, em casos moderados a graves de asma8:
  • Respiração acelerada
  • Diminuição dos níveis de oxigénio no sangue
  • Cianose (coloração azulada principalmente a nível da língua, lábios e mucosas)
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Sonolência excessiva, fadiga diurna, níveis de concentração reduzidos e, por todos estes motivos, diminuição do rendimento escolar ou da atividade laboral

Estes sintomas apresentam uma maior tendência de se manifestarem durante a noite ou ao amanhecer e não é necessário que existam em simultâneo, podendo estar presentes apenas um ou diferentes combinações destes.

 

Controlar Asma

A asma não tem cura, mas quando controlada permite aos doentes viverem uma vida normal. Um doente com asma tem apenas de seguir como “lema de vida” as indicações do seu médico, tomar a respetiva medição (adaptada ao seu caso) e ter alguns cuidados.5,8

Só o controlo da doença e dos sintomas permite melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco futuro.5

Algumas medidas de prevenção são: 

  • Fazer limpezas regulares dentro de casa, para evitar ácaros;
  • Evitar zonas com muita vegetação;
  • Fechar as janelas de casa e dos respetivos meios de transporte, para não respirar tanto pólen;
  • Evitar ambientes sujeitos a muita poluição, cheiros intensos, tabaco, contacto com os pelos e penas dos animais;
  • Evitar locais muito húmidos ou empoeirados;
  • Andar adequadamente vestido para a estação do ano, para evitar fortes constipações.

 

Tratamento da asma 

Os medicamentos para a asma só podem ser receitados pelo seu médico, sendo que existem muitas opções terapêuticas para efetuar um controlo regular.5,7

Existem dois tipos de medicamentos5,7,8: 

  • Inaladores
  • Comprimidos

Existem dois tipos de inaladores, os que possuem substâncias de ação rápida, que provocam um alívio imediato (poucos minutos) dos sintomas através da dilatação dos brônquios. Estes inaladores de ação rápida são indicados apenas em casos SOS (medicação de alívio). 

O segundo tipo de inaladores, usados para o controlo diário (longo termo) com substâncias com efeito anti-inflamatório e broncodilatação de ação prolongada. Estes são essenciais para a redução da inflamação, controlo dos sintomas e redução do risco futuro de agudizações e declínio da função pulmonar9.

Como estamos a falar de medicamentos que atuam diretamente sobre os brônquios, os inaladores devem ser utilizados em pequenas doses para diminuir o risco de efeitos secundários. Se as indicações do médico forem seguidas à risca, este tipo de tratamento apresenta menor taxa de risco de efeitos adversos.

Em contrapartida, quando a sua utilização é desadequada, os inaladores podem ser prejudiciais para a saúde, tanto pela falta de medicação como pelo seu excesso.

 

Asma ou DPOC?6,10

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma doença respiratória caracterizada por uma obstrução permanente das vias aéreas e pela destruição do tecido pulmonar (alvéolos), sendo a causa mais importante o consumo de tabaco.

Esta doença evolui de forma lenta e progressiva, apresentando-se, maioritariamente, em idade adulta mais avançada.

ASMA e a DPOC podem ser facilmente confundidas, principalmente se estivermos a falar de adultos com idade mais avançada e por serem ambas patologias caraterizadas por existir uma diminuição do calibre das vias aéreas. Contudo, são doenças distintas e por isso têm tratamentos diferentes10.

As causas da DPOC são10: 

  • Tabaco;
  • Fumos químicos;
  • Poeiras orgânicas e inorgânicas;
  • Poluição atmosférica.

Assim, para tratar e/ou prevenir a DPOC os doentes devem: 

  • Deixar de fumar (medida que impede a doença de agravar);
  • Evitar infeções respiratórias;
  • Mudar os hábitos: alimentação equilibrada, reduzir o peso caso seja excessivo, realizar exercício físico e manter uma boa higiene;
  • Receber oxigénio, se a sua respiração for insuficiente e por indicação médica; 
  • Broncodilatadores e corticosteroides inalados ou corticosteroides orais.

 

Doenças Respiratórias 

As doenças respiratórias são condições que afetam algumas das estruturas do sistema respiratório, como boca, nariz, laringe, traqueia e pulmão.2

Dependendo da duração dos sintomas, as doenças podem ser classificadas em:4

  1. Agudas: De início rápido e curta duração. Surgem habitualmente a partir de infeções do sistema respiratório.
  2. Crónicas: De início gradual e prolongam-se ao longo do tempo, durante mais de três meses.

Existem pessoas que, por causas genéticas, são diagnosticados à nascença com doenças respiratórias crónicas.

 

Sintomas aquando a existência de uma doença respiratória:4

  • Hemorragia das vias respiratórias;
  • Tosse; 
  • Anormalidades da respiração;
  • Hiperventilação;
  • Espirros;
  • Dor na garganta e no peito; 
  • Asfixia;
  • Paragem respiratória (falha cardiorrespiratória);
  • Expetoração anormal.

As doenças respiratórias têm incidência em pessoas de todas as idades, desde os mais novos aos mais velhos. Em grande parte dos casos, estas estão associadas ao estilo de vida e qualidade do ar, devido à constante exposição do organismo a agendes poluentes como o fumo de fábricas ou carros; produtos químicos como o cigarro; e também infeções por vírus, bactérias ou fungos.4-5 


161.2021 e 215/2022

Referências:
1. Bárbara, M. C., Caetano, P., Bárbara, De Carvalho, Sofia, C., Robalo, C., Barreto, C., Centro, P., Elisabete, E. P. E., Gomes, M., Barata, F., Félix, F., Hospitalar, C., João, S., Bernardo, E. P. E. J., Cardoso, J., Ulisses, E. P. E., Pneumologia, B., & Hospitalar Do Algarve, C. (2015). Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação Pneumologia. 2. Respiratory System: Functions, Facts, Organs & Anatomy. (n.d.). Clevelandclinic.Org. Retrieved May 7, 2021, from https://my.clevelandclinic.org/health/articles/21205-respiratory-system
3. WHO. (n.d.). CHRONIC RESPIRATORY DISEASES. 4. Ambient (outdoor) air pollution. (2018). WHO. www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ambient-(outdoor)-air-quality-and-health
5. https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/asma
6. Buhl R, et al. Respir Med 2020;162:105859
7. Manual de ajuda para o adulto, Programa Nacional de Controlo de Asma, Direção-Geral da Saúde, 2001, consultado dia 28/09
8. Branco, J., & Caires, N. (2017). Tudo o que deve saber sobre Asma. Sppneumologia. www.sppneumologia.pt/uploads/subcanais_conteudos_ficheiros/guia-asma_2017.pdf
9. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. 2022. Available from: www.ginasthma.org
10. https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/dpoc#99

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