28 FEVEREIRO 2019

Valorizar o activo humano - Entrevista a Ana Porfírio


Esta é a terceira vez que a Jaba Recordati marca presença no Índice da Excelência e as taxas de participação dos colaboradores têm sido bastante elevadas.


 

Ana Porfírio, Human Resources Director da Jaba Recordati, revela à Human Resources Portugal a forma como o estudo Índice da Excelência e os resultados obtidos têm vindo a servir para implementar novas medidas e alterações no funcionamento da empresa, bem como as consequências dessas mudanças.

 

É a terceira vez que participam no Índice da Excelência, ou seja, desde o início do estudo. De que forma vos tem ajudado e que práticas melhoraram na sequência dos resultados obtidos?

Os resultados do Índice da Excelência, enquanto estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano, tem sido utilizado na Jaba Recordati juntamente com outros instrumentos internos, fornecendo KPI's internos de clima organizacional e engagement, além de permitir a utilização dos resultados obtidos face ao benchmark de mercado.

Com esta informação, avaliamos internamente as nossas áreas fortes e também aquelas em que podemos melhorar na gestão do nosso capital humano, o que nos tem permitido ajustar práticas e procedimentos em conformidade. São disso exemplo o reforço feito este ano na partilha de informação com mais reuniões de internos, agora mensais, e com a criação de um kit e manual de acolhimento para os novos colaboradores.

 

Quais os resultados que mais vos satisfizeram no ano passado?

Os resultados deste estudo são particularmente relevantes para a Jaba Recordati, uma vez que 80% do resultado decorre directamente do input dos nossos profissionais. Considerando que temos tido uma taxa de participação muito elevada, os resultados que obtivemos configuram uma fotografia muito real, na nossa opinião, acerca daquela que é a percepção dos nossos profissionais nas várias dimensões do estudo, assim como nos seus níveis de engagement para com a empresa.

No que diz respeito aos resultados do ano passado, os factores com maior desvio positivo face ao benchmark de médias empresas estavam relacionados com a comunicação interna, o feedback e a formação dada aos nossos profissionais.

Parceria entre o Jardim Zoológico e a Jaba Recordati

Parceria entre o Jardim Zoológico e a Jaba Recordati

Mercedes Benz Retail - Parceiro Jaba Recordati

Mercedes-Benz Retail - Parceiro Jaba Recordati

Jaba Recordati | Natal de 2018

Natal de 2018 - Jaba Recordati


A transformação digital tem sido sentida sobretudo no investimento em tecnologia que nos permite simplificar processos.


 

Por outro lado, quais os resultados que vos fizeram identificar melhorias possíveis?

Em relação aos factores com maior desvio negativo, considerando o mesmo benchmark, identificámos a partilha de conhecimento e questões relacionadas com a inovação e o cliente.

 

No ano anterior, a inovação foi identificada como um dos vectores a melhorar. O que foi feito neste âmbito?

A Jaba Recordati tem apostado no patrocínio de reuniões periódicas de diversas áreas e com grupos multidisciplinares, o objectivo é analisar criticamente e de forma disruptiva o negócio, incentivando novas ideias e abordagens. Nesta sequência temos em pipeline uma série de iniciativas que decorrerão ao longo do ano.

Temos tido também a oportunidade de lançar novos produtos e o mesmo acontecerá este ano.

 

A transformação digital está a trazer desafios acrescidos? Como estão a antecipar as novas tendências?

A transformação digital tem sido sentida sobretudo no investimento em tecnologia que nos permite simplificar processos, facilitando o acesso à informação e o cumprimento das tarefas mais administrativas de forma mais simplificada e mais rápida.

 

O que é que já é uma realidade na vossa empresa como consequência do impacto da tecnologia?

Sente-se sobretudo na forma de trabalhar. Pelo facto de termos à nossa disposição tecnologia - hardware e software que nos permite trabalhar em qualquer lugar, a qualquer hora e com simultaneidade, alterou-se de forma significativa as rotinas e o peso do trabalho administrativo associado às funções, em especial, na força de vendas, contribuindo para um melhor work-life balance.

 

Como prevê que venham a mudar as dinãmicas organizacionais ou que novos modelos de trabalho antecipa para os próximos anos?

A organização tende para a descentralização dos processos e decisões. Dá-se mais autonomia e espera-se melhores resultados. Isto implica uma mentalidade de desafio constante e responsabilidade. Estas alterações promovem uma menor resistência a mudar e alterar numa base constante como acontece no nosso sector, por isso temos que ter pessoas e equipas preparadas e que ajam com naturalidade face a estas alterações permanentes.

 

No ano passado identificou a guerra pelo talento como um dos maiores desafios que iriam enfrentar. O cenário melhorou ou piorou?

O maior desafio neste contexto de guerra pelo talento, transformação digital, mercado competitivo ou VUCA (Volatile, Uncertain, Complex and Ambiguous) é, naturalmente, conseguirmos manter a atractividade dos que temos connosco, ou seja, reter os melhores e os que queremos que se juntem a nós. Para isso teremos que garantir o reconhecimento do brand Jaba Recordati como empresa de excelência na Gestão de Pessoas, continuando a ouvir todos os nossos interlocutores e a actuar proactivamente e na sequência dos findings encontrados neste tipo de estudos.

 

Quais os perfis ou competências que têm maior dificuldade em encontrar?

Curiosamente a dificuldade nos processos situa-se mais ao nível do fit do candidato com a cultura da empresa do que ao nível das competências técnicas.

Também aqui é necessário inovar. Procuram-se perfis diferentes, criativos, com um mindset diferente e que acrescentem valor à empresa.

O backgound técnico continua a ter que existir, mas não é o mais importante. Há até alguma facilidade em encontrar profissionais neste sector com o set de competências hard que procuramos. No entanto, no decorrer dos processos de Recrutamento e Selecção vamo-nos apercebendo de que o set de competências soft que valorizamos muitas vezes não são as que estes profissionais têm ou até valorizam. Isto dificulta, e na maioria das vezes até impossibilita, a sua contratação, pela falta de fit com a organização.

 


O maior desafio neste contexto de guerra pelo talento, transformação digital e mercado competitivo, é conseguirmos reter os melhores.


 

Quais são, hoje, os pilares estratégicos da Gestão de Pessoas na Jaba Recordati? Tem havido alguma evolução, nessa matéria, nos últimos anos?

Na Jaba Recordati a Gestão de Pessoas faz parte da estratégia da empresa, e este aspecto é fundamental para concretizar as mudanças necessárias e contribuir para os resultados do negócio, visto que se as nossas pessoas não estiverem alinhadas e comprometidas com o negócio, os resultados não vão aparecer.

 

Destaque algumas práticas ou novas iniciativas novas que tenham implementado em 2018.

O foco em 2018 foi reforçar as condições necessárias para que os profissionais façam o que se espera deles, sempre com o foco na entrega de resultados. Nesse sentido alterou-se todo o parque informático da empresa, melhorou-se o software de gestão de trabalho e negociou-se uma nova frota de viaturas, garantindo mais uma vez que o foco dos profissionais está no negócio.

 

Em termos mais genéricos, que boas práticas identifica como, por um lado, mais inovadoras e, por outro, mais valorizadas pelos colaboradores?

De acordo com os resultados deste estudo e também com a auscultação directa às nossas pessoas, as iniciativas mais valorizadas pelos colaboradores da Jaba Recordati focam-se no envolvimento, informação e comunicação fluida das decisões que os afectam, aposta na sua formação e desenvolvimento contínuos, uma forte cultura de work-life balance assim como as condições de trabalho oferecidas.

 

O que acha que, fundamentalmente, torna uma empresa boa para trabalhar?

Quando analisamos os resultados do estudo do ano passado, verificamos que um dos principais factores de retenção face ao benckmark de médias empresas é a relação que os colaboradores da empresa têm com as suas chefias (38,8 vs 16,6 benchmark). Este aspecto remete naturalmente para a importância que a liderança assume neste contexto. A Jaba Recordati tem investido na formação das suas chefias nesta área, apoiando-se em instrumentos como o DISC e o MBTI, de forma a dotar os nossos profissionais com responsabilidades na gestão de equipas com as ferramentas e os conhecimentos necessários para elevar a nossa liderança.

 

Num mercado cada vez mais competitivo e global, o que acredita que vai diferenciar as empresas e a Jaba em particular?

Atendendo às constantes alterações no mercado farmacêutico, o dia-a-dia na Jaba Recordati caracteriza-se por uma elevada plasticidade. Os nossos profissionais sabem que sem este permanente ajuste/reajuste não poderão ter sucesso. Isto requer o desenvolvimento constante de factores como a accountability em relação à função e o engagement para com a organização, de forma a termos profissionais responsáveis, focados nos resultados e com um elevado compromisso para com a organização.

 

O sector farmacêutico trará desafios acrescidos? Quais?

A Jaba Recordati actua num sector, o farmacêutico, que por excelência não tem receio de experimentar e de aprender com os erros, além de valorizar a inovação. Pelo seu ADN, a Jaba Recordati será sempre, com certeza, assim como o é no seu core de negócio, uma empresa de vanguarda na organização do trabalho e nas práticas de Recursos Humanos. Faz parte do que somos e de como trabalhamos. A inovação, a criatividade, a adaptabilidade e as novas práticas e a valorização do activo humano estarão sempre ao leme da actuação desta empresa daqui a 10 anos, tal como estão agora.

 

O que considera fundamental no caminho para a excelência?

Considero que a Jaba Recordati tem sido, nos últimos anos, reconhecida pelos profissionais como uma empresa de excelência sobretudo pelo compromisso assumido e reiterado pela gestão da empresa na comunicação, na transparência, no feedback, nas políticas e nas práticas de Recursos Humanos, entre outras. Este tem sido um processo natural, fluido, de auscultação e preocupação com as nossas pessoas, garantindo que disponibilizamos as melhores condições para que desenvolvam também elas o seu trabalho de uma forma excelente e em conjunto consigamos alcançar os resultados a que nos propomos anualmente.

 

Ana Porfírio | Directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati


 

Fonte: Human Resources Portugal | 28-02-2019


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Por Ana Porfírio | Directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati