10 JANEIRO 2020

Será a influência o novo poder?

Desde o princípio da Humanidade que pessoas influenciam pessoas. Sempre foi assim, mas nos últimos anos o mundo digital tornou esta realidade mais explícita do que nunca.

Hoje, milhares de pessoas usam as redes sociais para expor ideias, estilos de vida, opiniões e experiências, sejam para familiares, amigos ou, cada vez mais, para quem se interessar.

Os denominados influenciadores digitais dedicam grande parte do tempo a alimentar as suas redes sociais, e com conteúdo que incentive cada vez mais seguidores a interagir com os seus posts, stories, vídeos, podcasts, etc. Essa dinâmica pode gerar novas modas, mobilizar multidões por uma causa, e até ativar negócios, produtos e marcas.

Neste novo “jogo de poder”, um influenciador não existe sem a sua legião de seguidores, e quanto maior for este grupo, maior é o sucesso do influenciador. Mas será que este tem consciência do poder que detém sobre a sociedade atual? Será que exerce essa influência de forma responsável e ética? E o que podemos nós fazer para monitorizar e regulamentar este novo poder?

Foi o que tentámos perceber no dossier que agora se segue, com os comentários de vários membros do Conselho Estratégico desta publicação e, também, com a opinião dos nossos, já habituais, cronistas.

 

 

A influência sempre foi o real poder, mais do que a autoridade. Os verdadeiros líderes são influentes, muito mais que poderosos. O poder extingue-se mais rapidamente que a capacidade que temos de “arrastar” os outros, não atrás de nós, mas ao nosso lado, convictos de que estão a fazer a escolha certa. No entanto, antes da emergência dos social media, a influência era muito mais individualizada e personalizada, focada em grupos mais pequenos, aqueles que os meios de comunicação permitiam antes da digitalização. O que o mundo digital permitiu foi confirmar esta tendência e globalizá-la, socializá-la e afirmar o verdadeiro poder da influência.

Daí que haja uma disciplina que se impõe cada vez mais como fundamental neste mundo sem barreiras editoriais, a Ética! Ser influente é também ser ético, discernir de acordo com o conjunto de princípios que tentam distinguir entre o bem e o mal, e optar pelo bem.

A ética é também moral – não uma moral intangível, mas uma moral prática, ou seja, na hora de atuar, tem de atuar moralmente, o que significa optar pelo que está certo. Este sim, é o grande desafio dos influenciadores neste século em que vivemos!

 


 

Ler artigo na íntegra em: Líder