01 DEZEMBRO 2017

Rejuvesnecer as empresas precisa-se

Na XIV edição do Barómetro Human Resources, o destaque foi para o tema do rejuvenescimento do capital humano nas organizações. Será que este é um tema que deva preocupar os gestores? Estarão as empresas preparadas para receber as novas gerações? E estão preparadas para aproveitar o know-how e experiência dos mais seniores? A gestão multigeracional afigura-se como um problema internamente? Foram algumas das perguntas que colocámos ao nosso painel de especialistas.

Na sequência da apresentação do estudo do Fórum Económico Mundial. "The Global Human Capital Report 2017", quisemos também saber se os inquiridos tinham ficado surpreendidos com os resultados alcançados por Portugal e, ainda, se estão a apostar em programas de retenção de talento nas suas organizações.

Como habitualmente desde a primeira edição do Barómetro, fizeram parte cio questionário as três perguntas fixas, sobre evolução do emprego, número de colaboradores e salários.

O painel do Barómetro Human Resources conta com mais de 150 especialistas que, mensalmente, são desafiados a partilhar as suas perspectivas sobre temas na ordem do dia no que à Gestão de Pessoas diz respeito. São maioritariamente directores de Pessoas (75%), mas o painel conta também com presidentes/chief executives officers (10%) e directores de Marca/ Comunicação e/ou Marketing (15%).

 

Gestão multigeracional

À pergunta sobre "Qual a necessidade de rejuvenescimento do capital humano da sua empresa" exactamente metade (50%) dos especialistas não hesitaram em afirmar que sim, que é necessário. Se considerarmos os que reconheceram ser muito necessário (27%) ou extremamente necessário (7%) rejuvenescer o capital humano da empresa, ficamos com unia percentagem acumulada de 84%. Apenas 11% consideram ser pouco necessário e 5% nada necessário.

Com esta necessidade de rejuvenescimento coloca-se outra questão: será que as empresas estão preparadas para receber as novas gerações que estão a chegar ao mercado? No caso das organizações dos especialistas do painel, constacta-se que, enquanto 41% ainda se está a preparar, a maioria - 56% - não tem dúvidas de que a sua empresa está preparada (27%), bem preparada (27%) ou até muito bem preparada, ainda que só 2%. E apenas 2% referem que a empresa não está nada preparada.

Em cerca de um ano (no II Barómetro Human Resources, publicado na edição de Novembro de 2016), esta realidade parece não ter evoluído significativamente. Antes pelo contrário. Na 2.ª edição do barómetro, 12% dos inquiridos afirmaram que a empresa estava muito bem preparada e menos 8% que se estava a preparar (33%, em vez dos actuais 41%).

Por outro lado, será que a empresa está bem preparada para aproveitar o know-how e a experiência dos mais seniores, assegurando a transferência de conhecimento para os mais novos? Aqui o optimismo é ainda maior. Ainda que 9% afirmem que a sua organização não está nada preparada e que 25% admitam que ainda se estão a preparar, 67% acreditam que vão conseguir aproveitar esse know-how e experiência, sendo que 39% dizem que a empresa está preparada, 23% bem preparada e 5% muito bem preparada.

Neste contexto, de necessidade de rejuvenescimento das equipas, integrando as novas gerações mas não descurando as mais-valias que representam os colaboradores mais seniores, estarão as empresas a sentir dificuldades na gestão geracional'? Enquanto 43% garantem que a sua empresa não está a sentir dificuldades neste âmbito, 55% reconhecem que está a sentir dificuldades, sendo que 30% dizem serem "poucas" e 25% consideram que são ainda "algumas" dificuldades. Não obstante, ninguém acredita que a empresa está com muitas dificuldades nesta gestão multigeracional.

 

Talento

Recentemente, o Fórum Económico Mundial publicou os resultados do "The Global Human Capital Report 2017", que contemplou 130 países, revelando que Portugal é o terceiro pior país da Europa a aproveitar os seus talentos. Questionámos os profissionais do painel se consideravam estes resultados surpreendentes, 41% não consideram surpreendente e 20% ficam pouco surpreendidos, o que revela que também consideram de que o talento nacional está subaproveitado. No entanto, 25% ficam surpreendidos e 11% afirmam mesmo ficar bastante surpreendidos.

Quando questionados sobre se "a sua organização perspectiva ter em 2018 programas de retenção de talento", a maioria (52%) afirmou que "sim, alguns", enquanto 27% partilharam que "sim, mas poucos" e apenas 9% perspectivam ter muitos programas de retenção de talento.

Por outro lado, 11% admitem que não vai ter programas de retenção de talento.

 

Emprego e salários

Nas três perguntas fixas do Barómetro Human Resources, mais concretamente no que respeita à evolução do emprego em Portugal, continua a tendência positiva: 73% dos inquiridos (na edição passada foram 72%) acreditam que, nos próximos 1,2 meses, a evolução do emprego irá registar um aumento de 0,1% a 3%, mas desta feita ninguém perspectiva um aumento superior a 3%. No espectro oposto, também ninguém acredita que diminua mais de 3%. No entanto, 9% consideram que vai diminuir entre 0,1 e 3%. Há 18% que acreditam que o emprego irá manter-se inalterado em Portugal.

Sobre a evolução do número de colaboradores na empresa, os profissionais mantêm o optimismo, com 50% a afirmar que vai aumentar e 9% a acreditar que vai aumentar mais de 5%. No entanto, esta percentagem acumulada de 59% reflecte uma descida de três pontos percentuais cm relação ao mês passado (61%). Há, assim, mais especialistas - 34% - a considerar que o número de colaboradores se vai manter e apenas 6% acham que vai diminuir (mas não mais de 5%). Esta percentagem é também inferior à do mês passado (11%).

Relativamente à evolução dos salários reais na empresa, também continua a tendência positiva, mas menos acentuada do que no mês anterior: 61% acreditam que os salários vão aumentar entre 0,1 e 3% e 5% revelam que irão aumentar mais de 3% (no mês anterior as percentagens foram 67% e 4%, respectivamente). Para 30%, os salários irão manter-se, enquanto 5% antevêem uma diminuição entre 0,1 e 3%. No XV Barómetro Human Resources, que publicaremos na edição de Janeiro, o terna em destaque será o papel das emoções nas organizações.

 

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Fonte: Human Resources | 01-12-2017

Autor: Ana Leonor Martins

A Jaba Recordati mudou a sua sede há precisamente um ano. Antevendo um confinamento completo, antecipámos a mudança de instalações prevista para a última semana de março. E ainda bem que o fizemos! Só foi possível através da confluência de um conjunto de boas-vontades de parceiros, fornecedores e, sobretudo, das nossas pessoas!

Quando projetámos as novas instalações tivemos em conta dois vetores que consideramos essenciais, a tecnologia e as pessoas. Assim, equipámos todas as salas de reunião com ecrãs que permitem a partilha de conteúdos, assim como a realização de reuniões online.

A receção e o espaço de lounge para refeições foram também equipados com TV Corporativa. Alterámos e melhorámos os equipamentos de voz fixos e espelhámos através de aplicação no PC de cada colaborador de forma a ser possível utilizar em qualquer lugar. Optámos também por substituir todos os desktops por laptops de forma a dar mais mobilidade às nossas pessoas.

 

Parecia mesmo que estávamos a adivinhar a chegada desta crise pandémica! Naturalmente que todas estas alterações facilitaram em muito a adaptação ao Smart Work, felizmente e para o bem de todos.

 

Do ponto de vista da domótica e sustentabilidade, assegurámos que o sistema de iluminação e ar condicionado trabalham apenas quando necessário e requerido, ligando e desligando automaticamente a partir de um horário pré-definido. Caso haja pessoas no escritório, poderão sempre acionar mais tempo a estes recursos. A reciclagem foi outro aspeto tido em consideração, sendo feita a separação do papel, plástico, vidro e orgânico nas instalações. As impressoras foram parametrizadas para impressões frente e verso de forma a deixar menos pegada.

Equipámos ainda uma sala de maior dimensão para as reuniões internas e com clientes e dotámo-la com sistema vídeo, áudio e projeção wireless. Colocámos um white board no nosso lounge para que os nossos colaboradores possam deixar mensagens e recados. Criámos um roadmap com a história da Jaba e em simultâneo a história da Recordati e dispusemos em nichos ao longo do escritório várias peças da antiga fábrica com o objetivo de reforçar as nossa história, valores e propósito.

 

Antes de desenhar este novo espaço fizemos um survey interno onde perguntámos aos colaboradores como pretendiam que fosse o novo espaço, quais as valências mais necessárias e reconhecidas por estes como fundamentais.

 

Depois preparámos uma refeição volante no novo espaço para lançamento da obra e apresentação do projeto. Foi um almoço num espaço completamente amplo e onde foi possível dar imaginação ao que viria a ser, 4 meses depois, a nossa nova sede. Nunca imaginámos fazer a mudança desta maneira.

Literalmente depositámos os materiais no novo escritório e fomos para casa vários meses. Hoje, ainda estamos a aprender a chamar a este espaço “nosso” e nunca voltámos a ter 100% dos colaboradores na nova sede. Mesmo sem estrear o espaço, tivemos de ajustá-lo a esta nova realidade, com todas as alterações e equipamentos de proteção na receção, no lounge, nas impressoras, máquinas de vending, nos postos de trabalho, enfim, foram criadas todas as condições e procedimentos e optámos no fim do passado ano de 2020 por passar pelo processo de certificação COVID Clean.

Agora só faltam mesmo as nossas pessoas!

 


 

Fonte: Revista Líder