09 FEVEREIRO 2021

Recordati Rare Diseases: A pensar na sua saúde!

Qual área de atuação da Recordati Rare Diseases no mercado nacional?

A Recordati Rare Diseases (RRD) é uma companhia farmacêutica centrada nas pessoas, cujo foco é, e será sempre, os doentes afetados por doenças raras. Acreditamos que cada paciente tem direito ao melhor tratamento possível e, como tal, todos os doentes com doenças raras estão no topo das nossas prioridades. Constituem, por isso, o centro de todos os nossos planeamentos, pensamentos e ações.

De forma muito breve e sucinta, importa contextualizar e referir que, na União Europeia (UE), são consideradas doenças raras, aquelas cuja prevalência é inferior a 1 em cada 2 mil pessoas, tendo em conta o número total de pessoas da UE. A definição de doença rara estabelece-se assim pelo critério de prevalência da patologia. De acordo com a EURORDIS1, atualmente este tipo de doenças afeta 3,5% a 5.9% da população mundial, estimando-se que 30 milhões de pessoas na Europa sejam doentes raros.

Em Portugal e a nível global, a RRD é não só uma voz ativa na consciencialização e investigação deste tipo de patologias, como também nas suas abordagens terapêuticas. Em articulação com a comunidade médica, com os doentes e com a própria sociedade, a RRD atua com elevado dinamismo na área das doenças raras, contribuindo com esperança e com mais e melhor qualidade de vida aos seus doentes.

Atualmente, somos uma empresa em crescimento e perfeitamente integrada no mercado farmacêutico nacional e internacional. O sucesso e a área de atuação da companhia em Portugal estão relacionados e assentes num trabalho multidisciplinar com diferentes stakeholders e players da saúde, garantindo acesso, equidade e um normal circuito do medicamento até ao seu destino final, o doente.

 

Quais as principais áreas terapêuticas que atuam?

Numa altura em que vivemos uma situação única e particular, na qual se verifica uma retração na maioria do mercado nacional e global, a RRD encontra-se em contraciclo, crescendo sustentadamente nas diferentes áreas onde atua.

Conforme tive oportunidade de referir anteriormente, somos uma companhia farmacêutica que se dedica em exclusivo ao tratamento de doenças raras. Nesta perspetiva, a companhia está presente, através dos seus medicamentos órfãos, em distintas áreas terapêuticas com um pipeline terapêutico diversificado e inovador. A área Metabólica faz parte do core business da empresa que, facilmente, se estende a outro tipo de especialidades, como as Oftalmológicas e Nefrológicas ou a Oncologia. Recentemente, a companhia aumentou o seu portfólio, criando uma nova unidade de negócio, focada na Neuro-Endocrinologia. Este aumento de "arsenal terapêutico", permite-nos continuar a crescer de forma sustentada e a encarar de forma positiva e otimista os próximos anos.

 

Que papel tem a Recordati Rare Diseases na sociedade no âmbito da responsabilidade civil na área da saúde?

A Recordati Rare Diseases tem um papel focado na sociedade e, naturalmente o envolvimento que tem com a mesma, é um fator crítico para garantir o acesso dos seus medicamentos órfãos aos doentes em Portugal. Deste modo, o próprio sucesso do circuito do medicamento obriga a uma interação diária e constante entre todos os sistemas e subsistemas de saúde.

O grande desafio da companhia prende-se precisamente com a responsabilidade que a mesma tem, no seu envolvimento com os doentes. É com este espírito de missão e compromisso que trabalhamos diariamente, na tentativa de devolver à sociedade o muito que esta nos dá. É nesta perspetiva que a RRD trabalha diariamente com um conjunto de entidades públicas e privadas, quer seja de cariz político-social quer regulamentar (nomeadamente, Ministério da Saúde, INFARMED e Agência Europeia do Medicamento), tentando assim garantir equidade e acesso ao medicamento de todos os doentes raros em Portugal.

Estes desafios, incluem não só a gestão das doenças, como também a consciencialização e treino das mesmas no desenvolvimento de diretrizes de diagnóstico e cuidados clínicos. Para tal, o papel da companhia será igualmente o de compreender as necessidades dos diferentes intervenientes de saúde e ajudar a desenvolver soluções para uma melhor gestão do paciente, desde o diagnóstico até ao tratamento.

Não menos importante, e numa vertente mais clínica e social, é o trabalho personalizado que exercemos junto das Sociedades Médicas e Associações de Doentes em Portugal e na Europa. Diria que, estes dois "players", na sua maioria sem fins lucrativos, são uma das peças chave da integração e aceitação do doente com patologia rara na sociedade. Uma das nossas prioridades sempre foi, é, e será trabalhar diretamente com estas associações. Propomo-nos a exercer um papel de suporte e apoio a estes grupos de pacientes, aproximando-os, incluindo-os e, com isso, contribuir com maior consciencialização e proatividade nas patologias em que estamos envolvidos. Creio que a aproximação do doente raro à sociedade e à comunidade médica está atualmente muito dependente deste tipo de associações. A nível nacional, são vastos, contínuos e em número crescente os projetos em que a RRD está envolvida, alguns deles de muito sucesso, nomeadamente na área metabólica, na Fibrose Quística, na Cistinose Nefropática, em Linfomas Cutâneos, na Acromegalia, no Síndrome de Cushing, no Tumor de Wilms, na Doença de Wilson, na Porfiria Hepática Aguda, entre outras.

O futuro da companhia passa por continuar a apoiar estas sociedades e associações, mas também pela criação de novas entidades e grupos de discussão que possam gerar maior partilha de experiências e enriquecer conhecimento.

A responsabilidade e a nossa função enquanto companhia farmacêutica, será sempre numa perspetiva de integração e de encontro do equilíbrio entre as diferentes entidades e associações envolvidas dos diferentes quadrantes e contextos sociais, funcionando como "ponte comum" entre todas elas. Este trabalho multidisciplinar que desempenhamos tem como ambição não só gerar mais conhecimento e rigor científico, como também fomentar a união e maximizar a fluidez de comunicação de toda a rede de saúde em Portugal.

 

 


 

A importância da I&D no desenvolvimepto de novos fármacos?

A importância da introdução de novos fármacos, através de programas de investigação, bem como de parcerias com outras empresas e centros de estudo, é o compromisso criado entre a RRD e a sociedade, uma premissa fundamental para o desenvolvimento do tratamento das doenças raras.

O grupo Recordati desenvolve constantemente novos produtos, investigados e criados internamente, ou através de aquisições e/ou parcerias de desenvolvimento com outras companhias farmacêuticas e centros de excelência.

A importância da I&D prende-se com o compromisso, o rigor científico e as competências altamente personalizadas, que permitirão desenvolver futuros novos tratamentos e simultaneamente continuar a contar no seu portfólio com produtos inovadores e de excelência.

É desta forma que a companhia se compromete a apoiar as famílias afetadas com doenças raras através da pesquisa, desenvolvimento de novas terapias, gerando e partilhando conhecimento por toda a comunidade médica.

1 - EURORDIS é uma aliança não-governamental de associações de doentes centrada nos próprios doentes.

 


Fonte: País Positivo