21 FEVEREIRO 2018

Os vencedores do Índice da Excelência 2017

A Conduril Engenharia nas Grandes Empresas, a Edge nas Médias Empresas e a Connect Services nas Pequenas Empresas foram as vencedoras do Índice da Excelência 2017. A cerimónia de entrega realizou-se ontem, 20 de Fevereiro, no Museu do Oriente em Lisboa

Este reconhecimento a empresas nacionais é promovido pela consultora Neves de Almeida | HR Consulting, em parceria com a Human Resources Portugal, a Executive Digest e o INDEG-ISCTE. Conta com a participação de cerca de 200 empresas e aproximadamente 30 000 colaboradores, oriundos de áreas de actividade diversificadas, que vão da Consultoria e da Tecnologia à Saúde e ao Sector Público.

 

No pódio das Grandes Empresas, os vencedores foram a Conduril Engenharia, que não só ficou em primeiro lugar como foi o vencedor sectorial de Construção, Infra-estruturas, Transportes e Logística. A BOLD International e a Manvia ocupam o segundo e terceiro lugar respectivamente. 

Nas Médias Empresas, a Edge é o primeiro lugar e o Vencedor Sectorial Consultoria e Serviços Profissionais. A Unicombi, além do segundo prémio, venceu no sector de Construção, Infra-estruturas, Transportes e Logística. A e.Near é a terceira classificada. 

Já nas Pequenas Empresas, a Connect Services leva para casa o ouro, em conjunto com o reconhecimento no sector de Consultoria e Serviços Profissionais. A prata pertence à Ganhar - REMAX, e o bronze à Driven. 

O Grupo Vila Galé foi, por seu lado, premiado como Vencedor Grandes Empresas com mais de 1000 colaboradores.

Leia a lista na íntegra.

 

Grandes Empresas

1.º (Vencedor Sectorial Construção, Infraestruturas, Transportes e Logística) Conduril, Engenharia 

2.º BOLD International 

3.º Manvia 

4.º Agap2 - HIQ Consulting 

5.º (Vencedor Grandes Empresas com mais de 1000 colaboradores e Vencedor Sectorial Hotelaria, Turismo Desporto e Ensino) Vila Galé - Sociedade de Empreendimentos Turísticos 

6.º (Vencedor Sectorial Saúde e Farmacêuticas ) OCP Portugal 

7.º (Vencedor Sectorial - Sector Público) Serviços de Acção Social da Universidade do Minho

8.º MONERIS - Serviços de Gestão 

9.º Olbo e Mehler Tex Portugal

10.º Phone House 

 

Médias Empresas

1.º (Vencedor Sectorial - Consultoria e Serviços Profissionais) - Edge 

2.º (Vencedor Sectorial - Construção, Infraestruturas, Transportes e Logística) Unicombi

3.º e.Near

4.º (Vencedor Sectorial - Tecnologia, Media e Telecomunicações) Vortal 

5.º (Vencedor Sectorial - Banca, Seguros e Serviços Financeiros) Montepio Crédito, Instituição Financeira e Crédito

6.º Jaba Recordati

7.º Madeira Medical Center

8.º Bi4All Consultores de Gestão

9.º Beltrão Coelho - Sistemas de Escritório 

10.º PHC Software

Vencedor Sectorial Indústria - José Júlio Jordão

Vencedor Sectorial Sector Público - Lipor - Serviço Intermunicipalização da Gestão de Resíduos do Grande Porto

Vencedor Sectorial - Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino - AEVA Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro

Vencedor Sectorial Retalho e Comércio - Rainbow Carnaxide

 

Pequenas Empresas

1.º ( Vencedor Sectorial - Consultoria e Serviços Profissionais) - Connect Services

2.º Ganhar - REMAX

3.º Driven

4.º (Vencedor Sectorial Indústria) Bresimar Automação

5.º (Vencedor Sectorial Retalho e Comércio) Bernardo da Costa

6.º MELOM Portugal

7.º MC&A - Sociedade de Advogados 

8.º Smart Vision - Assessores e Auditores Estratégicos 

9.º (Vencedor Sectorial - Tecnologia, Media e Telecomunicações) Altronix, Sistemas Electrónicos 

10.º InovaPrime, Serviços de Tecnologia de Informação

Vencedor Sectorial - Saúde e Farmacêuticas - Clínica da Mente Master Portugal 

Vencedor Sectorial Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino - EFEN Hotelaria 

Vencedor Sectorial - Construções, Infraestrutura, Transportes e Logística - H Tecnic Construções

 


 

Fonte: Human Resources | 21-02-2018

Acredito que muitos de nós neste momento se interrogam sobre quando irão ser chamados para serem vacinados. Se deverão aceitar ser vacinados ou não, ou qual é a vacina que lhes será proposta. Não tenho as competências para poder aprofundar o tema de uma forma rigorosa e científica, nem é esse o meu propósito. Apenas partilho a forma como, enquanto profissional de marketing farmacêutico e cidadão, entendo este tema.

O primeiro ponto que quero destacar é o facto de neste momento já existirem vacinas desenvolvidas e a serem distribuídas à população. O tempo recorde em que foram investigadas, desenvolvidas, produzidas e aprovadas resultou de um esforço concentrado entre a indústria farmacêutica, centros de investigação e as autoridades políticas e administrativas. Sem esta concentração de esforços seria impossível no espaço de um ano termos vacinas.

Agora que temos as vacinas a serem administradas, passamos para uma discussão diferente. Estarão as companhias farmacêuticas a explorar selvaticamente esta necessidade, gerando lucros imensos? Por outro lado, serão as vacinas seguras, uma vez que foram desenvolvidas "à pressa"?

Segundo o "British Medical Journal", companhias como a Janssen (Johnson&Johnson), a AstraZeneca ou a Moderna assumiram clara e publicamente que encararam todo o processo de desenvolvimento como um projecto não lucrativo, comprometendo-se a praticar um preço "pandémico" que cobrisse os custos. No caso da AstraZeneca e da Moderna, reservaram-se ao direito de vir a gerar lucros apenas na fase pós-pandemia.

Todas receberam apoios financeiros externos, quer de fontes governamentais, quer de instituições privadas. Apoios que obrigavam as companhias a contrapartidas, funcionando muitas vezes como pré-reservas, uma vez o produto disponível. Por exemplo, a União Europeia, que financiou o projecto desenvolvido pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, segundo o BMJ, conseguiu um preço para esta vacina significativamente inferior ao do Reino Unido ou dos Estados Unidos.

 

Terão as vacinas sido desenvolvidas à pressa?

O tempo foi indubitavelmente o principal condicionante no processo de desenvolvimento, alguns projectos foram abandonados por as companhias envolvidas considerarem que não conseguiriam desenvolver em tempo útil as respectivas vacinas. Foram mais rápidas aquelas que se serviram de tecnologias já existentes, ou porque já as tinham "in house", como a Janssen, que recorreu a tecnologias já utilizadas para a vacina para o Ébola, ou porque se associaram a outras entidades que tinham essas tecnologias, caso da Astra com a Universidade de Oxford, ou da Pfizer com a BioNTech, que recorreram a uma tecnologia que se baseia na forma como o próprio vírus gera as instruções genéticas para o desenvolvimento da "spike protein", utilizando o RNA, no caso da Moderna e da Pfizer, ou o ADN, no caso da AstraZeneca.

Uma vez seleccionados os produtos, todo o processo de desenvolvimento foi cumprido, os timings foram comprimidos, é certo, mas não se deixaram de seguir todos os passos.

Até mesmo a Sputnik V, desenvolvida pelo Gamaleya Research Institute of Epidemiology and Microbiology na Rússia, que foi a primeira a ser utilizada, embora na altura não tivesse toda a fase de estudos completa, hoje tem todo o processo completo e por isso tem vindo a ser avaliada nas agências ocidentais do medicamento. Estou por isso confiante que de uma forma geral as vacinas são seguras. No entanto, todos sabemos que qualquer medicamento tem riscos.

Na "gíria" do marketing farmacêutico costumamos dizer, se um produto não tem riscos é porque não funciona. Até o placebo tem efeitos secundários.

Por outro lado, uma coisa são os efeitos secundários detectados em estudos que nos permitem identificar aqueles que são significativos, outra coisa é o resultado da utilização massiva na população, que nos permite identificar os eventos raros. Estes só são detectáveis com um sistema de farmacovigilância contínua e a sua incidência deverá ser balanceada com os benefícios.

 


 

Fonte: Marketeer