15 ABRIL 2020

O mercado ao contrário

Alterações no consumo, na compra, na forma de estar, na escolha, no volume e no valor. À semelhança do resto do Mundo, a Covid-19 está a impactar e a mudar hábitos dos portugueses, na sua maioria a trabalhar a partir de casa.

 

Pandemia nas marcas

Desde a primeira hora que não só o cabaz se alterou - com maior reforço de categorias como congelados, enlatados, produtos de higiene pessoal ou... papel higiénico - como a forma de o levar até casa deixou de ser igual, com muitos portugueses a reforçarem os pedidos à distância a partir de sites e apps das várias insígnias de distribuição.

O que ditou, inevitavelmente, alterações por parte de empresas e marcas, em particular de grande consumo e bens alimentares. O comércio online passou a ser maior realidade e foram vários os negócios que se adaptaram a este novo paradigma, de forma a continuarem a entrar e estar dentro das casas dos consumidores portugueses.

O que ficará depois deste "buraco negro"? Que marcas iremos ter? E como é que passarão a estar e a comunicar? Não sendo possível qualquer previsão clara e certa, fomos contudo tentar perceber de que forma é que algumas das maiores empresas e marcas em Portugal estão a reagir e como esperam sair do momento mais crítico de todos os tempos, a nível mundial.

Vamos todos dar a volta?

 

A Marketeer colocou duas questões às marcas:

  1. O que está a ser feito, neste momento, para que a sua marca não perca relevância?
  2. E depois deste "buraco negro", a sua marca será a mesma?

 

Rui Rijo Ferreira | Marketing diretor da Jaba Recordati

A missão da Jaba Recordati como companhia farmacêutica é acrescentar mais e melhor saúde aos portugueses e a todos os que escolheram Portugal como país de residência.

 

Face à situação de emergência em que nos encontramos, o nosso principal objectivo no momento é colaborar com as autoridades e com os profissionais de saúde, no sentido de os apoiarmos e assegurarmos o normal abastecimento do mercado de todos os nossos produtos.

Nomeadamente, reforçando stocks naqueles identificados como medicamentos essenciais para o combate desta pandemia. Assim, garantimos o acesso a todas as nossas marcas e em particular garantimos que os nossos produtos considerados essenciais na luta contra a Covid-19 estarão sempre acessíveis.

Para isso, contamos com uma equipa muito vasta, com um elevado espírito de missão que, nas diferentes unidades de produção espalhadas pela Europa, inclusive em Itália, asseguram a sua completa operacionalidade e em Portugal todos os dias garantem a normal operação logística. 

Nestes tempos de emergência de saúde, a nossa resiliência e capacidade de adaptação serão a chave para ultrapassarmos com sucesso as dificuldades. 

Na Jaba Recordati, uma parte muito importante do nosso modelo de negócio assenta numa interacção pessoal dos nossos representantes com os profissionais de saúde. Face às características desta pandemia e seguindo as recomendações da DGS.

A Jaba Recordati tomou a decisão, mesmo antes de decretado o estado de emergência, de proteger os seus colaboradores retirando toda a equipa comercial do terreno e colocá-la em teletrabalho/smartworking com recurso às diversas plataformas digitais, continuando a divulgação de informação científica relevante junto de todos os profissionais de saúde, que sabemos atravessam um período sério, grave, desafiante e preocupante.

Por outro lado, e no âmbito da nossa responsabilidade social, o Recordati Group procedeu à oferta de cinco milhões de euros a hospitais e instituições de saúde, para além da oferta de medicamentos para o combate à Covid-19.

 

É uma forma de devolvermos, à sociedade e comunidade, muito do que estas já nos deram.

 


 

Fonte: Marketeer