Um caminho de transparência

Assumidamente uma companhia farmacêutica de vanguarda na organização do trabalho e nas práticas de Gestão de Pessoas. A Jaba Recordati aposta forte na transparência e na comunicação fluída, procurando dar mais voz a todas as pessoas.

 

A Jaba Recordati tem sido, nos últimos anos, reconhecida pelos seus profissionais como uma empresa de excelência sobretudo pelo compromisso assumido e reiterado pela gestão cia empresa, na comunicação. na transparência, no feedback, nas políticas e nas práticas de Recursos Humanos. Prova deste percurso são também os resultados no Índice da Excelência.

Em entrevista, Ana Porfirio, directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati, abre-nos a porta de uma companhia com fortes convicções na Gestão de Pessoas.

 

Qual a importância que o estudo índice da Excelência assume para a Jaba Recordati? O que vos faz participar?

Sendo o índice da Excelência um estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano, tem sido utilizado na Jaba nos últimos anos e de forma a fornecer KPTs internos de clima organizacional e engagement assim como analisar os resultados obtidos face ao benchmark de mercado.

Adicionalmente, avaliamos internamente as nossas áreas fortes e também aquelas em que podemos melhorar na gestão do nosso capital humano o que nos permite ajustar práticas e procedimentos em conformidade.

 

O ano passado, quais os resultados com que ficaram mais satisfeitos. E, por outro lado, quais aqueles onde perceberam que tinham um caminho de melhoria a fazer?

Os resultados deste estudo são particularmente relevantes para a Jaba Recordati uma vez que 80% do resultado obtido decorre directamente do input dos nossos profissionais. Considerando que temos tido uma taxa de participação anual acima dos 80%, os resultados que obtemos configuram uma fotografia muito real, acerca daquela que é a percepção dos nossos profissionais nas várias dimensões do estudo assim como nos seus níveis de engagement para com a companhia.

No que a resultados diz respeito, o ano passado os factores com maior desvio positivo face ao benchmark médias empresas estavam relacionados com a Comunicação Interna; o feedback; e a formação dada aos nossos profissionais. Em relação aos factores com maior desvio negativo considerando o mesmo benchmark identificámos a par tilha.de conhecimento, a inovação e aspectos relacionados com a remuneração.

 

Que "ensinamentos" vos trouxe, e de que forma vos ajudou, no vosso caminho para a excelência?

Analisando os resultados obtidos e começando pelos factores mais positivos, vimos reflectido nestes resultados a forte aposta da companhia na transparência e na comunicação fluída através de toda a estrutura da empresa. Este é um aspecto basilar para nós, faz parte do nosso ADN, da nossa forma de estar e de nos relacionarmos com os nossos profissionais, o mesmo se aplicando ao feedback que se quer contínuo, quer seja formal ou informal. Qualquer altura é boa para dar feedback, para reforçar ou melhorar comportamentos, práticas, procedimentos e/ou resultados.

Procurámos ao longo dos dois últimos anos, dar mais voz às nossas pessoas. Para isso desenvolvemos iniciativas como os pequenos-almoços com o CEO onde, durante pequenos-almoços informais todas as áreas da companhia foram desafiadas a discutir, sem filtros, os aspectos mais e menos positivos das suas áreas, assim como recolher a sua opinião acerca das outras áreas. Já mais recentemente, fomos para o terreno com o projecto IIR on the Road. Durante aproximadamente três meses estivemos com a nossa força de vendas a analisar o seu dia-a-dia, os desafios com que se depararam, a sua opinião acerca das políticas da companhia e aspectos a melhorar.

No que respeita aos resultados relacionados com as práticas de formação e desenvolvimento, também aqui vemos reflectida a nossa aposta nesta área. Terminámos recentemente mais uma edição do Executive Master, desta vez dedicado ao digital porque entendemos que a empresa e os seus profissionais devem estar preparados para as constantes alterações, munidos do conhecimento necessário para sermos bem-sucedidos neste ambiente VUCA.

 

Qual a importância que assume a liderança neste contexto?

Quando analisamos os resultados do estudo o ano passado, verificamos que um dos principais factores de retenção face ao benckmark médias empresas, é a relação que os colaboradores da empresa têm com as suas chefias (39,8 vs 16,5 benchmark). Este aspecto remete naturalmente para a importância que a liderança assume neste contexto. A companhia tem investido na formação das suas chefias nesta área apoiando-se em instrumentos como o DISC e o MBTI de forma à dotar os nossos profissionais com responsabilidades na gestão de equipas com as ferramentas e os conhecimentos necessários de forma a elevar a nossa liderança.

 


O maior desafio neste contexto de guerra pelo talento é reter os melhores e atrair os que queremos que se juntem a nós.


Ana Porfirio | Directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati

Ana Porfírio

 

Como descreveria o dia-a-dia de trabalho na empresa?

Atendendo às constantes alterações no mercado farmacêutico, o dia-a-dia na Jaba Recordati caracteriza-se por uma elevada plasticidade. Os nossos profissionais sabem que sem este permanente ajuste/reajuste não poderão ter sucesso. Isto requer o desenvolvimento constante de factores como a accountability em relação à função e o engagement para com a organização de forma a termos profissionais responsáveis, focados nos resultados e com um elevado compromisso para com a organização.

 

A Jaba Recordati recorre a várias formas de desenvolver o bem-estar e o relacionamento interpessoal, dentro e fora do ambiente de trabalho. Concretize algumas das iniciativas que têm promovido?

A Jaba Recordati promove o bem-estar e o relacionamento interpessoal dos seus colaboradores de várias formas: as instalações da Jaba Recordati foram pensadas para oferecer, para além de um espaço de trabalho confortável e ergonomicamente equilibrado, vários locais de lazer e de convívio. Com efeito, nas nossas instalações existem duas copas totalmente equipadas com espaço para tomar refeições e proceder a reuniões informais e espontâneas. Estes espaços estão equipados com bebidas quentes e frias sem qualquer custo adicional para o colaborador ou visitante. Existe uma prática na companhia na qual qualquer familiar se pode deslocar e visitar as instalações, sendo recebido e acolhido pelo director-geral. Os colaboradores podem partilhar com os seus mais próximos, em ambiente aberto, o local onde trabalham. A empresa celebra eventos internos importantes como os 90 anos da companhia que incluiu um rally paper, com a invocação da equipa dos All Blacks (equipa nacional de rugby Neozelandesa), onde todos foram convidados, entre outras actividades, a aprender e a reproduzirem em campo a "HAKA" que retrata o espírito de equipa com que.os jogadores de Rugby entram em campo, como forma de aportar os valores do desporto (da competição, da coordenação, da camaradagem e do espírito de equipa) para a companhia e seus quadros e largada de balões. Algumas datas importantes para os colaboradores são partilhadas em conjunto ou, pelo menos, são participadas e assinaladas. São exemplo o nascimento dos filhos dos colaboradores, assinalado com uma oferta da Companhia, e os aniversários dos colaboradores, dia que a empresa oferece para que passem o dia de anos com os seus.

 

Outra aposta tem sido num vasto leque de benefícios, para além da política remuneratória. Dê alguns exemplos concretos.

A Jaba Recordati atribui viatura de serviço a cerca de 90% do total dos colaboradores, cartão de combustível para uso profissional aos utilizadores de viatura, lugar de estacionamento no escritório, equipamento móvel a 100% dos colaboradores, portátil híbrido, placa 3G, seguro de saúde e vida. A Jaba Recordati, em caso de doença ou acidente antecipa os vencimentos aos seus colaboradores para que estes não sejam penalizados pelo decréscimo ou pela demora no reembolso pelos serviços da segurança social da prestação prevista para a protecção na doença.

 

O ano passado, alguns dos maiores investimentos em temos de Gestão de Pessoas foram o processo de uniformização da avaliação de desempenho, o sistema de gestão de desempenho 2Grow, o projecto You Said, We are Doing, e a Academia Recordati. Como evoluíram estas acções?

O sistema de avaliação e gestão de desempenho 2Grow encontra-se em fase de consolidação depois de ter sido lançado o piloto no fim de 2016. O feedback de todos os envolvidos tem sido muito positivo (avaliadores e avaliados). Houve necessidade de fazer alguns reajustes decorrentes dos inputs recolhidos, nomeadamente nos formulários de avaliação. O projecto You said, We are Doing está finalizado com a implementação do plano de acção. Estamos neste momento a definir novo plano de acção decorrente do HR on the Road sendo que algumas das acções já foram levadas a cabo. A Academia Recordati é um projecto bianual e nesse sentido iremos no decorrer deste ano identificar necessidades para elaboração de novo programa formativo.

 

Como se estão a preparar para dar resposta aos desafios actuais da área de Gestão de Pessoas?

O maior desafio neste contexto de guerra pelo talento, transformação digital, mercado competitivo, ou se quiserem, neste contexto VUCA, é naturalmente, conseguirmos manter a atractividade dos que temos connosco, ou seja, reter os melhores e dos que queremos que se juntem a nós. Para isso teremos que garantir o reconhecimento da branding Jaba Recordati com empresa de excelência na Gestão de Pessoas, continuando a ouvir todos os nossos interlocutores e a actuar proactivamente e na sequência dos findings encontrados.

 

Como imagina a Jaba Recordati daqui a 10 anos, no que respeita á organização do trabalho?

A Jaba Recordati pelo seu ADN será sempre, com certeza, assim como o é no seu core de negócio, uma empresa de vanguarda na organização do trabalho e nas práticas de Recursos Humanos. Faz parte do que somos e de como trabalhamos: a inovação, a criatividade, a adaptabilidade, as novas práticas e a valorização do activo humano, acredito que estarão sempre ao leme da actuação desta companhia daqui a 10 anos tal como estão agora.

 

De futuro, qual acha que será o factor X que determinará que as empresas sejam bem-sucedidas?

As capacidades de inovação, transformação e adaptação aos diferentes contextos que vão surgindo, cada vez mais rápido, nomeadamente no sector farmacêutico, acredito que sejam factores ou capacidades chave para determinar que as empresas serão bem-sucedidas.

 

Entrevista a Ana Porfírio | Jaba Recordati

 


 

Fonte: Human Resources | 01-02-2018