30 SETEMBRO 2019

Imperativo da Inovação


A inovação é a exploração com sucesso de novas ideias. Ideias que provocam sucesso.


 

Sucesso para as empresas significa aumento de facturação, de quota de mercado, acesso a novos mercados e clientes, ou das margens de lucro. Exemplos de empresas que não se adaptaram, inovando, como a Nokia, que de um momento para o outro se desmoronou. E apenas porque subestimou a capacidade inovadora da Apple. 

A importância da inovação verifica-se a vários níveis, pois gera vantagens competitivas a médio e longo prazo aumentando a sustentabilidade das empresas e dos países.

A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de uma empresa, diferenciando-a no ambiente competitivo. Permitem que as empresas acedam a novos mercados, aumentem as receitas, realizem parcerias, adquiram conhecimentos e aumentem o valor das marcas. Mas os benefícios da inovação não se limitam às empresas. Para os países e regiões, as inovações possibilitam o aumento do nível de emprego e renda individual e colectiva, além do acesso ao mundo globalizado. Num estudo da GE realizado há uns anos, destacaram-se alguns pontos: a Inovação cria postos de trabalho novos; gera economias mais competitivas; desenvolve mais depressa economias "verdes"; acrescenta valor à sociedade, mais que aos cidadãos individuais; desenvolve relações de parceria criando cultura de co-criação e logo uma sociedade mais aberta e participativa. Em suma, melhora a vida das pessoas (nas comunicações, qualidade de vida, mercado laboral e meio ambiente).

Importa referir que existem vários tipos de inovação, quer seja de produto (exemplo: automóvel com caixa de velocidades automática); de processo (exemplo: automóvel produzido por robôs face ao produzido por operários humanos) e de modelo de negócio (exemplo: modelo de renting em que o automóvel é alugado ao consumidor, que passa a pagar uma mensalidade pelo uso, com direito a seguro, manutenção e troca a cada ano; em comparação ao modelo de negócio tradicional). Todos são modelos de inovação válidos, dependentes dos objectivos pretendidos. 

Pode ainda a inovação ser classificada de duas formas: incremental (evolução do CD comum para CD duplo) e radical ou disruptiva (evolução do CD de música para os arquivos digitais em MP3).

O país mais inovador do Mundo que apresenta sete empresas (no Top 10) da revista Forbes de 2018 são os EUA. Sendo que as três mais inovadoras são plataformas estratégicas de transformação digital e tecnológica que "nasceram na nuvem". No entanto, o Bloomberg considera a Coreia do Sul como o país mais inovador em 2018. Segundo o índice, os EUA caíram de 9.° para a 11.°, devido à diminuição da força de trabalho qualificada.

Mas qual é o elemento central? As pessoas, os produtos e a cultura da empresa. Empregados que são felizes no seu local de trabalho têm melhores performances e fazem-no de forma individual e funcionalmente ou de forma global integrada como as outras áreas, marketing ou I&D. Colaboradores das empresas mas também pessoas do mundo académico bem como o próprio modelo de ensino (que deve gerar líderes melhor preparados para serem inovadores e empreendedores). Por outro lado, a protecção da Propriedade intelectual é fundamental na criação de uma sociedade inovadora. Assim como a existência de "business angels" que assumam riscos com ideias inovadoras e de políticas públicas que estimulem a criação de inovação de forma organizada. Segundo o Forum Económico Mundial, os dois maiores mercados mundiais lideram o investimento em inovação. EUA e China são os países que mais investem em I&D, e representam, sozinhos, 62% do investimento global na área.

Finalmente importa analisar quais são as maiores barreiras à criação desta cultura: a resistência à mudança é a principal, seguida da necessidade de financiamento e finalmente a falta de experiência. Em jeito de conclusão, resumia a minha ideia em três comportamentos e tipos de pessoas: "Those who know something happened in the past / Those who know something will happen / Those who make things happen". Certamente pretendemos os que em tempos de crise, não choram, mas vendem lenços de papel ("Who makes things happen")!

 

Nelson Pires | General Manager da Jaba Recordati


 

Fonte: Executive Digest | 30.09.2019


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