01 MAIO 2016

Guronsan® - Revitalizar o dia-a-dia

GURONSAN® É UM REVITALIZANTE QUE COMBATE OS EXCESSOS, AS INTOXICAÇÕES ALCOÓLICAS OU TABÁGICAS, E UM PARCEIRO PARA O DIA-A-DIA

 Guronsan® | Revitalizar o dia-a-dia

    

                                                   

 

Mais do que um desintoxicante hepático, Guronsan® posiciona-se como um revitalizante, capaz de atenuar o cansaço e revigorar os consumidores para enfrentarem o quotidiano com os índices de energia elevados.

Guronsan® é uma forma de combater os excessos, atuando como um revitalizante para fazer frente a intoxicações alcoólicas e tabágicas, mas também um parceiro para o dia-a-dia.

As suas particularidades, como a cafeína e a Vitamina C, reforçam o sistema imunitário e conferem maior energia, para melhor desfrutar de cada jornada.

Para Rui Rijo Ferreira, Diretor de Marketing da Jaba Recordati, os desintoxicantes hepáticos são de elevada importância para a saúde e bem-estar dos consumidores.

«Devemos pensar que o fígado é como se fosse a "fábrica de limpeza" do nosso organismo.

Este órgão é o principal envolvido em diferentes funções importantes no corpo, uma vez que é parcialmente responsável pela purificação do sangue para a eliminação de toxinas endógenas e exógenas, e pela síntese de proteínas e enzimas. 

Muitas vezes, há situações que podem danificar e diminuir a eficácia do fígado (álcool, medicamentos, alimentação pouco cuidada, atividade física demasiado intensa, etc.);  e é por isso que a utilização de um protetor hepático (que ajude a restaurar ou mesmo Impedir este dano) é importante para a saúde e bem-estar dos consumidores», explica o responsável.

E acrescenta que, no caso de Guronsan®, um dos seus constituintes, a Glucuronamida (derivado de uma substância que existe naturalmente no nosso organismo – o ácido glucurónico) «vai ajudar a sintetizar as toxinas ingeridas e produzidas no dia-a-dia, para que as mesmas sejam mais facilmente excretadas pela urina».

Fazer frente à concorrência

De acordo com Rui Rijo Ferreira, o mercado dos desintoxicantes hepáticos é dinâmico, com os últimos anos a registarem um crescimento entre os 8% e os 10%.

Segundo o responsável, tal deve-se à entrada de novos competidores no mercado, sob a forma de novas marcas ou novas apresentações, caraterizando-se, maioritariamente, por soluções à base de ingredientes naturais, que desenvolvem toda a sua atividade de promoção exclusivamente junto dos pontos de venda.

Para o responsável, trata-se de um mercado que requer um avultado investimento, muito por culpa das burocracias necessárias para colocar em prática determinadas medidas.

«O mercado farmacêutico é muito regulado e Guronsan®, sendo um medicamento, está sujeito a uma regulamentação muito rígida e restritiva, que limita a inovação ao nível do produto.

A simples alteração da embalagem é um processo muito complicado e moroso. inovação no produto exige um extenso processo de registo suportado num conjunto de estudos.

Tudo isto obriga a um esforço de investimento, que só a nível global tem justificação», explica o responsável de Marketing da Jaba Recordati.

Atualmente, a empresa regista uma quota de mercado de cerca de 30%

«A evolução é decrescente, o que é natural se tivermos em conta que este mercado cresce sobretudo às custas de lançamentos de novos produtos /apresentações», afirma o Diretor.

Guronsan® é a única marca disponibilizada pela Jaba Recordati no âmbito dos desintoxicantes, que está disponível para venda em farmácias, parafarmácias e espaços de saúde.

Em termos de vendas, o responsável afirma que as mesmas têm-se mantido estáveis, prevendo para 2016 uma manutenção da faturação alcançada em 2015.

No entender de Rui Rijo Ferreira, fora das farmácias, o mercado de produtos naturais representa uma ameaça para a Guronsan®, no sentido em que estes têm vindo a conquistar quota de mercado ao longo dos anos.

Guronsan®, medicamento não sujeito a receita médica, é indicado para:

  • tratamento sintomático das astenias funcionais;

  • intoxicações endógenas e exógenas (tabagismo, etilismo);

  • intolerâncias medicamentosas;

  • anorexias.

Não utilizar em caso de alergia à substância ativa ou a qualquer dos excipientes. Contém sódio e pode provocar insónias. Ler cuidadosamente as informações constantes do acondicionamento secundário e do folheto informativo. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consultar o médico ou farmacêutico.

«É de referir que estas marcas ganham espaço nos pontos de venda através da atribuição de boas condições comerciais, mas na verdade muito pouca coisa é feita em termos de comunicação aos consumidores», refere Rui Rijo Ferreira.

Para inverter esta tendência, a Jaba Recordati tem apostado significativamente, e de forma continuada, na comunicação direta ao consumidor, a fim de diferenciar-se e explicar de que forma Guronsan® pode ser um aliado do dia-a-dia, por ser mais do que um simples desintoxicante hepático.

Estar junto dos consumidores

A tipologia de consumidores de Guronsan® é bastante variada, ainda que o produto seja maioritariamente procurado por adultos com sintomas frequentes de desconforto digestivo, assim como pessoas com um estilo de vida agitado, e também procurado por consumidores que tomam medicamentos regularmente, ou que consomem álcool, ou que têm hábitos tabágicos, ou uma alimentação pouco cuidada.

«A Jaba Recordati, e especificamente a marca Guronsan®, tem apostado em vários meios para comunicar com este público. Desses meios destacamos o ponto de venda, com disponibilização de merchandising adequado à exposição do produto e das campanhas de comunicação; o digital, nomeadamente as redes sociais, que são alimentadas com novos conteúdos várias vezes por semana; a ativação de marca em vários tipos de eventos relacionados com o target; e os mass media (preferencialmente rádio e imprensa)», afirma o Diretor.

Quanto às ações de comunicação, no inicio do ano, a Guronsan® patrocinou ainda a festa Remember Summer 2015, na Discoteca Bõoks, para animar os presentes e fazê-los recordar os dias de sol.

Igualmente este ano, no ámbito do desporto, a Guronsan® marcou presença no Millennium Estoril Open, destacando-se pela iniciativa "Guronsan® Round Slam".

No mundo do running, a marca esteve nos cinco quilómetros da Corrida dos Parques, no Parque Oeste da Alta de Lisboa.

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Soma-se ainda a associação ao Wild Challenge 2016, na Póvoa de Lanhoso.

Trata-se de um evento composto por um percurso "Sprint", de oito quilómetros com 15 obstáculos, e "Extreme", de 16 quilómetros e 30 obstáculos, nos quais os participantes enfrentam as adversidades de florestas, rios, grandes subidas e terrenos lamacentos.

Ainda no apoio ao desporto, a marca decidiu apoiar as camadas jovens da Academia de Voleibol Atlântico, nomeadamente os cadetes e infantis.

A Jaba Recordati vai também marcar presença no Rock In Rio Lisboa, mostrando aos festivaleiros que Guronsan® é um aliado nos festivais de música, revitalizando os participantes para que desfrutem de todos os dias do evento.

 


 

in: Marketeer | 01-05-2016

“Não foi adotada qualquer estratégia para a recuperação de exames que estão em atraso e isso é absolutamente insustentável”

 

José Cotter, médico gastroenterologista e diretor do Serviço de Gastrenterologia do Hospital da Senhora da Oliveira - Guimarães, expõe em entrevista ao Perspetiva Atual os principais problemas sentidos pela especialidade no período pós-confinamento. Clama por mudanças “fundamentais” para que se salvem vidas, nomeadamente, quando falamos do cancro colorretal.

 

Meses passados sobre as primeiras medidas tomadas para o combate ao novo coronavírus, sentem-se agora os efeitos de uma crise pandémica que continua a matar, a afetar a economia e que mudou de forma drástica o quotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo. Durante este período os hospitais e os seus profissionais foram chamados a agir, revelando uma capacidade de reação e de resistência inexcedíveis. Em Portugal, já eram públicas várias lutas de profissionais de saúde que anunciavam a degradação do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e clamavam por melhores condições de trabalho; com o retorno à normalidade, após um longo período de confinamento, os problemas agudizaram-se e as vozes levantam-se em defesa de um SNS moderno e eficaz. 

Em conversa com José Cotter, percebemos que a pandemia de COVID-19 provocou uma alteração profunda na atividade da Gastroenterologia e dos seus profissionais.

Na fase aguda do confinamento verificou-se uma enorme diminuição das atividades clínica e paralisação, nomeadamente, da atividade endoscópica, resumindo-se esta a situações de urgência.

Do ponto de vista da atividade clínica as consultas decorreram em regime de teleconsulta, “uma solução possível, mas muito longe de ser a ideal, sendo apenas aceitável em períodos agudos como aquele pelo qual passamos”, salienta José Cotter.

O especialista classifica como “completamente incompreensível” que o regime de teleconsulta se mantenha em algumas atividades médicas:

“Os hospitais que são os centros de maior risco estão a funcionar em pleno e não é justificável que, nomeadamente, no âmbito da Medicina Geral e Familiar, isso não esteja a acontecer e continuem a efetuar-se, em muitos casos, apenas teleconsultas. Isto tem repercussões graves na saúde das populações, porque não têm acesso direto aos seus médicos, têm dificuldade em explanar as suas queixas, os rastreios são secundarizados e, na realidade, a saúde da população pode ser posta em causa.

 

“Se do ponto de vista das consultas foi implementado um programa de produção acrescida, torna-se absolutamente fundamental que o Ministério da Saúde olhe para a questão dos exames complementares de diagnóstico onde a situação é ainda mais grave.”

 

O que trata a Gastroenterologia?

A Gastroenterologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças do tubo digestivo, fígado, vias biliares e pâncreas, revelando duas importantes vertentes: a vertente clínica, que se traduz em consultas diferenciadas tanto por órgãos como por patologias (por exemplo, consulta de hepatologia, consulta de doença inflamatória intestinal, consulta de proctologia, consulta de pancreatologia, etc.); e a vertente da endoscopia digestiva, uma tecnologia praticada, exclusivamente, pelos gastroenterologistas, os únicos com formação nesta área.

A endoscopia digestiva assegura um diagnóstico de eleição das doenças do foro da Gastroenterologia, a par de uma importante componente terapêutica, que vem substituindo, progressivamente, os tratamentos que, classicamente, eram efetuados por cirurgia, fazendo-os agora de uma forma muito menos invasiva, na maioria das vezes em regime de ambulatório e com recuperações muito mais rápidas.

A tecnologia tem permitido enormes avanços quer na área de diagnóstico, como na terapêutica, inclusive com uma extensão para o campo da prevenção, através do rastreio, nomeadamente, o rastreio do cancro do intestino - o chamado rastreio do cancro colorretal.

Neste caso, a colonoscopia é o exame de eleição, pois para além de diagnosticar permite tratar. Isto é, ao detetar as lesões pré-malignas (pólipos) possibilita, ao mesmo tempo, retirar esses pólipos interrompendo a via da cancerização de uma forma muito cómoda, dado que os procedimentos são feitos com sedação, com absoluta ausência de dor e de forma segura. Idealmente, o rastreio do cancro do intestino deve ser feito por colonoscopia pela generalidade da população e deve ser iniciado entre os 45 e 50 anos, em pessoas sem sintomas.

 

“Os hospitais que são os centros de maior risco estão a funcionar em pleno e não é justificável que, nomeadamente, no âmbito da Medicina Geral e Familiar, isso não esteja a acontecer.”

Perante este contexto, é tempo de progredir para a normalização da atividade clínica e evitar situações que os médicos gastroenterologistas têm vivenciado: “Há doentes que vêm fazer procedimentos endoscópicos, com queixas há vários meses, sendo diagnosticadas lesões malignas em fases avançadas, que se tivessem sido detetadas mais precocemente teriam um prognóstico francamente melhor”. Falamos de situações “recorrentes” nesta retoma pós-COVID-19 e que o especialista espera que “muito rapidamente, fruto de uma assistência médica mais atempada deixem de acontecer”.

 

Lista de espera

Uma das graves consequências da ausência de atividade clínica durante o período de confinamento foi o adiamento de consultas e de procedimentos já agendados, “que geraram uma acumulação que se tem tornado muito difícil de responder de forma atempada”. Se do ponto de vista das consultas foi implementado um programa de produção acrescida, “torna-se absolutamente fundamental que o Ministério da Saúde olhe para a questão dos exames complementares de diagnóstico onde a situação é ainda mais grave”, alerta José Cotter. Nomeadamente nos hospitais, “que já estavam sem capacidade de resposta para a realização desses procedimentos, por insuficiência de recursos humanos e, em muitos casos, recursos técnicos”.

 

“Há doentes que vêm fazer procedimentos endoscópicos, com queixas há vários meses, sendo diagnosticadas lesões malignas em fases avançadas, que se tivessem sido detetadas mais precocemente teriam um prognóstico francamente melhor.”

 

Assim, se percorrermos a generalidade dos hospitais do país, vemos listas de espera de milhares de doentes que aguardam a realização destes procedimentos. “Urge implementar-se uma estratégia de linhas de produção acrescida para os meios complementares de diagnóstico e terapêutica; ou então deverão os hospitais assumir a estratégia de alocarem esses procedimentos a outros centros, assegurando aos doentes, como está previsto na Constituição Portuguesa, cuidados de saúde adequados e atempados. Não foi adotada qualquer estratégia para a recuperação de exames que estão em atraso e isso é absolutamente insustentável e profundamente injusto para a população, nomeadamente para os mais desfavorecidos, que são aqueles que têm que recorrer aos hospitais públicos”, sublinha o especialista.

Estas medidas são indispensáveis ainda mais face à aproximação da época da gripe que revela sempre uma crescente procura dos serviços hospitalares e aumento da dificuldade de resposta: “Ninguém se pode esquecer, por exemplo, na área da Gastroenterologia, que o cancro do cólon é o segundo cancro que mais mortalidade provoca em Portugal e, sendo uma doença passível de ser prevenida, esta prevenção não tem sido tem sido feita de forma eficaz, porque há um atraso enorme na realização dos exames de colonoscopia, motivados por vários fatores como o facto das consultas não estarem normalizadas no âmbito da medicina geral e familiar, pela ausência de procedimentos durante o período de confinamento e pela insuficiência dos centros hospitalares que realizam as colonoscopias, que têm listas de espera que não conseguem recuperar”.

O retorno das consultas presenciais, seguindo todas as recomendações da Direção Geral de Saúde, estão a ser realizadas com os cuidados que a atual situação exige e, reforça José Cotter, “representam uma incomparável mais-valia quando comparadas com as teleconsultas na especialidade de Gastroenterologia”.

Em final de conversa, o nosso entrevistado reforça a urgência da criação de uma estratégia, com os vários intervenientes, de modo a que se consiga efetuar uma limpeza das listas de espera nos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, de modo a que seja possível minimizar o enorme impacto negativo que esta crise COVID teve.

 

 

Recordati

 

 


 

Fonte: Jornal SOL