01 NOVEMBRO 2017

Gomas milagrosas para a garganta

Parecem gomas, têm uma textura semelhante a estas. guloseimas, mas são, na verdade, pastilhas indicadas para o tratamento de todas as situações de afonia, rouquidão, tosses irritativas e afecções da laringe. Presentes no mercado português desde 1950, as pastilhas Euphon® sempre se distinguiram pela sua textura e forma de apresentação, diferentes dos demais produtos concorrentes neste segmento.

«A motivação de ter uma textura "mais goma" tem a ver com uma estratégia de diferenciação. No mercado português, o habitual neste tipo de produtos é a apresentação em rebuçados ou, nalguns casos, pastilhas mastigáveis. O que realmente distingue Euphon® dos seus concorrentes é, sobretudo, a forma de apresentação e o sabor muito agradável e próprio», afirma Andreia Santos, product manager da Euphon®.

A responsável destaca ainda a elevada notoriedade da marca no mercado nacional, sendo, ainda para mais, uma marca com uma grande visibilidade no ponto de venda (farmácias). «Sabemos que é urna marca bastante conhecida do público em geral. Mesmo que não reconheçam o nome à primeira, basta falarmos das "pastilhas/gomas da caixa laranja" que se vendem na farmácia, que as pessoas reconhecem de imediato o aspecto e efeito do produto», reitera.

Apesar dos elevados índices de notoriedade no mercado nacional, a marca Euphon®, que integra o portefólio da Jaba Recordati, tem sido, nos últimos cinco anos, suportada por uma campanha de comunicação bem-humorada, que reforça as propriedades-deste produto e pretende manter a marca no top of mind dos consumidores. E com resultados. Desde 2012, o ano em que a campanha foi implementada, as vendas da marca cresceram entre 3 e 5%.

«Embora seja um produto maduro, temos conseguido potenciar a evolução desta marca, cuja facturação tem crescido todos os anos», adianta Andreia Santos. O objectivo, garante, é continuar a capitalizar o património de confiança da marca: «Para além da forma de apresentação única (gomas), Euphon® está no mercado há mais de 60 anos, o que confere uma garantia e segurança na sua utilização, e os consumidores e profissionais de saúde reconhecem isso.»

 

Euphon® | Gomas milagrosas para a garganta

 

Reforço de notoriedade

As pastilhas Euphon® têm como componente principal o erísimo, uma planta com reconhecidas propriedades no tratamento da voz, mas também com propriedades expectorantes e uma acção analgésica local. O extracto de erísimo é também conhecido como a "planta dos cantores". Diz-se que foi assim baptizada pelo rei francês Louis XIV. pois, já no seu tempo, era considerada uma planta infalível corno remédio para a rouquidão e perda de voz.

O investimento que tem sido feito em comunicação, de forma mais pronunciada desde 2015, pretende precisamente comunicar as propriedades do produto e reforçar o posicionamento da marca no segmento "voz". "Quando algo na voz não está bom... Euphon®!" é a assinatura da campanha.

«A actual comunicação está assente numa linguagem moderna e jovem, e o grafismo remete para o tipo de comunicação que hoje vemos associado à música popular portuguesa. Em termos gráficos, optámos por utilizar como fundo o laranja das embalagens, que é urna cor intensa e chamativa, que causa impacto nas farmácias, onde reinam o branco, azul e verde. O lettering é de fácil leitura e o packshot tem alta visibilidade, para reforçar a marca e a forma de apresentação em goma», explica a product manager. Quanto às principais acções de marketing desenvolvidas são a activação dos pontos de venda, com merehandising de apoio à exposição do Euphon® e formação às equipas técnicas das farmácias. «Para além disso, nos últimos anos, ternos desenvolvido campanhas de rádio. pois consideramos o veiculo ideal para reforçar a notoriedade da marca, ainda mais num produto relacionado com a saúde da voz», sublinha. De acordo com a responsável, o balanço da campanha é positivo (como comprovam os números das vendas), pelo que este caminho será para manter nos próximos tempos. «Em 2015. começámos a trabalhar para que o nome Euphon® voltasse a ficar na mente do consumidor. Nos últimos dois anos, temos dado continuidade a esse trabalho e pretendemos manter esse esforço durante 2018», revela Andreia Santos. «Até ao final do ano esperamos manter o Euphon® bem posicionado face aos seus concorrentes. Para o futuro, os nossos objectivos para a marca estão bem definidos e são constantes: manter a marca Euphon® a crescer acima do seu mercado e reforçar, ainda mais, a sua notoriedade». reitera.

 

Fórmula vencedora

Neste momento, a marca Euphon® apenas comercializa uma variedade de produto, a original, com sabor a laranja e tangerina. No passado, a marca lançou uma variedade com sabor a mentol, numa estratégia de alargamento da gama. por forma a fornecer mais soluções para a voz aos consumidores. No entanto, esta variedade acabou por ser descontinuada «por falta de aceitação/vendas». «Percebemos que os consumidores demonstram uma clara preferência pelo sabor tradicional, e por isso temos apostado em dinamizar esta apresentação apenas», esclarece Andreia Santos.

De futuro, a marca não coloca, porém. de parte a possibilidade de nova expansão da gama. «nomeadamente com produtos complementares, para podermos capitalizar a notoriedade da marca Euphon®». acrescenta a responsável.

Ao nivel das vendas, a product manager de Euphon® reconhece que este é um produto sazonal e «como todos os produtos que estejam relacionados com a garganta (dor, inflamação, tosse, afonias, entre outros) tem o seu pico de vendas nos meses de Inverno, quando, devido às gripes e constipações, este tipo de sintomatologia é mais comum». No entanto, a responsável ressalva que «problemas na voz podem surgir durante todo o ano, nomeadamente devido às bebidas mais frescas, alergias respiratórias, ares condicionados, entre outros factores. Provavelmente por isso, a sazonalidade ele Euphon® não é tão pronunciada como a da maioria dos seus concorrentes, especialmente aqueles que estão indicados ou posicionados apenas na dor de garganta», conclui.

 


 

Fonte: Marketeer | 01-11-2017

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

Não sou um mago para adivinhar o futuro, mas se olharmos bem para os nossos comportamentos, conseguiremos certamente antecipar algumas tendências que nos ajudarão a estar melhor preparados.

 

"A melhor forma de crescer é tornar obsoletos os nossos próprios comportamentos".

É o que esta visão desta década pode permitir, apesar de ser a minha visão, limitada e certamente não tão “iluminada” como a de alguns key opinion leaders. Mas aqui vai:

  1. A Digital journey será uma realidade com muitos de nós a ficarmos pelo caminho, por desadaptação: Do 2D ao 3D, do 4.0 para o 5.0, do 4G ao 5G;
  2. Comprar será mais simples com a realidade aumentada, e as compras digitais assumirão na década de 30, mais de 30% do mercado mundial, B2B e B2C;
  3. As relações sempre serão humanas, mas com um toque digital aumentado. A segmentação e a comunicação geracional desaparecerá, pois os  indivíduos da geração X (por exemplo) terão cada vez mais comportamentos típicos dos millenials, boomers, Z e vice versa, num “melting pot blended" fabuloso. Serão a geração “Blended”;
  4. Home, car & office sharing como uma nova experiência social e um novo estilo de vida;
  5. O Remoto será a normalidade mas novas regras de planeamento e de cortesia serão criadas, de forma a não invadir o espaço digital dos outros;
  6. A família e o meio onde estamos inseridos (vizinhos por exemplo) serão a nova comunidade social e reduzirão a interação laboral onde muito da nossa vida social acontece agora;
  7. Until everybody safe, no one is safe. Portanto a erradicação da pandemia terá de ser global!;
  8. A saúde mental é a nova pandemia do século XXI (ansiedade, pânico, depressão, frustração, exaustão, burnout, etc.);
  9. O dinheiro vai começar a desaparecer e será cada vez mais eletrónico, passando as novas “coins” a ser reguladas pelas autoridades dos países de forma a evitar branqueamento de capitais, fundos para atividades ilegais e outras;
  10. Uma nova crise económica começará em 2029 (financeira e económica; que começará no sector energético e no sistema bancário) após a recuperação desta crise sistémica originada pela pandemia, com a injeção de dinheiros públicos, que proporcionará um período de crescimento económico;
  11. Os medicamentos serão personalizados e o diagnóstico médico será maioritariamente automático, não envolvendo médicos mas algoritmos (os médicos continuarão a ser fundamentais para confirmar o diagnóstico e resolver os casos mais graves). Novos atores como a Apple e a Google irão desenvolver esta tecnologia de forma exponencial. No entanto, uma nova pandemia biológica certamente surgirá nesta década, devido aos comportamentos disruptivos que o ser humano tem. Embora a sociedade esteja melhor preparada para a enfrentar;
  12. Da globalização voltaremos à regionalização com protecionismo por blocos económicos;
  13. A economia será cada vez mais estatizada, pois o investimento público sobrepor-se-á ao privado;
  14. O poder dos governos será fortalecido para poder limitar mais os direitos individuais e coletivos, decorrentes dos extremismos políticos que crescem no mundo; será a troca da “segurança pela liberdade”. Mas emergirão novas formas de fazer política, muito mais baseada na sociedade e nos seus movimentos, que nos partidos políticos;
  15. Um diploma é uma “commodity”, portanto as pessoas têm que estudar por mais 10 anos depois de concluírem a sua licenciatura;
  16. As empresas destacar-se-ão pelo propósito que apresentam aos seus stakeholders internos e externos, como a eco-responsabilidade por exemplo;
  17. As cidades serão mais inclusivas e sustentáveis, mas “desertas” de habitantes. Estes preferirão optar por outros locais com outros pontos de atração, dado que deixam de ter obrigatoriedade das deslocações diárias pelo trabalho remoto e digital;
  18. O mundo VUCA é cada vez mais imprevisível, portanto as 2 competências mais valiosas de um trabalhador, serão a resiliência e a capacidade de adaptação (“copo meio cheio”);
  19. Equilíbrio entre rastro e privacidade digital será uma questão importante no futuro;
  20. As escolas têm de redefinir o seu modelo pois estão a ensinar 85% de crianças que vão ter um trabalho que ainda não existe. Desenvolver competências em paralelo com conhecimento!;
  21. O foco, na saúde, estará na prevenção muito mais que no tratamento. Pelo que os estilos de vida mudarão. Não será uma decisão governamental mas um movimento social. As cozinhas das nossas casas passarão da simples preparação de refeições a locais de preparação de bem estar e saúde, eco-responsáveis e versáteis.

 


 

Fonte: Executive Digest