14 FEVEREIRO 2020

Estudos recentes apontam medicamento vaginal Utrogestan® como preventivo de aborto

O medicamento sujeito à receita médica Utrogestan®, comercializado em Portugal pela farmacêutica Jaba Recordati, poderá funcionar como método preventivo no caso de ameaça ou de prevenção de aborto em mulheres que apresentem sinais de gravidez de risco e sangramento até às 16 semanas. 

Dois estudos liderados por Arri Coomarasamy da Universidade de Birmingham, uma das figuras mais importantes nas ciências biomédicas e da saúde no UK, e pelo Tommy's National Centre for Miscarriage, evidenciam a existência de resultados científicos de que a administração de 2 cápsulas da progesterona vaginal (Utrogestan®) a mulheres que apresentam sinais de gravidez de risco e sangramento até às 16 semanas, poderá reduzir o risco de aborto. 

Um dos dois estudos foi publicado no prestigiado American Journal Of Obstetrics and Gynecology, que se debruçou sobre os resultados de dois ensaios clínicos – PROMISE e PRISM – ambos financiados pelo Programa de Tecnologia em Saúde (HTA) do NIHR, National Institute for Heath Research, onde se avaliou a evidência existente relacionada com a toma  de Utrogestan®.

O ensaio clínico PROMISE, estudou cerca de 836 mulheres com abortos recorrentes e idiopáticos em 45 hospitais no Reino Unido e nos Países Baixos, onde encontrou uma taxa de nados vivos 3% mais alta com progesterona, embora com incerteza estatística substancial.

O ensaio clínico PRISM estudou 4.153 mulheres com hamorragia precoce na gravidez em 48 hospitais no Reino Unido. Nas mulheres que já sofreram um ou mais abortos no passado e que receberam agora progesterona, foi observado um aumento estatisticamente significativo de 5% no número de partos com nados-vivos em comparação com aqueles que receberam um placebo. 

O benefício foi ainda maior para mulheres que tiveram anteriores "abortos recorrentes" (três ou mais abortos) - com um aumento estatisticamente significativo de 15% na taxa de nados vivos no grupo da progesterona em comparação ao grupo do placebo.

Já o segundo estudo, publicado no prestigiado British Journal of Obstetrics & Gynaecology, concluiu que a progesterona é custo efectivo custando em média, 204£ por gravidez. (cerca de 241€). 

Segundo Arri Coomarasamy,

"Este tratamento permite uma taxa de sucesso elevada, dando a oportunidade a mulheres com gravidez de risco e hemorragia precoce na gravidez (com um histórico de 1 ou mais abortos) de fazer o tratamento de 400 mg de progesterona duas vezes ao dia, iniciado no momento de apresentação de sinais de sangramento e continuando até às 16 semanas de gestação".

As conclusões dos dois estudos permitem apurar que a administração de progesterona via vaginal, pode ser uma solução económica e bem-sucedida no tratamento profilático de abortos recorrentes.

Utrogestan® é um medicamento sujeito a receita médica, cuja substância ativa é a progesterona. A forma farmacêutica deste medicamento é em cápsulas moles, que são administradas por via oral ou por via vaginal (conforme orientação do seu médico), retirando as suas propriedades farmacológicas da progesterona natural - antiestrogénico, gestagénico, fracamente antiandrogénico e antialdosterona.

Em Portugal, o medicamento é distribuído pela farmacêutica Jaba Recordati, detentora da Autorização de Introdução no Mercado, AIM. 

 

Sobre a Recordati:

Criada em 1926, a Recordati é um grupo farmacêutico internacional, cotado na bolsa de valores de Milão (Reuters RECI.MI, Bloomberg REC IM, ISIN IT 0003828271), com mais de 4100 colaboradores, dedicada à pesquisa, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos farmacêuticos.

Com sede em Milão, Itália, a Recordati tem operações nos principais países europeus, na Rússia, outros países da Europa Central e Oriental, Turquia, África do Norte, Estados Unidos da América, Canadá, México, alguns países da América do Sul, Japão e Austrália.

No campo da medicina, a própria organização detém uma ampla variedade farmacêutica, quer sob licença, quer enquanto proprietária, em várias áreas terapêuticas, incluindo uma empresa especializada e dedicada a tratamentos de doenças raras.

A Recordati é parceira de escolha para novas licenças de produtos para os seus territórios. A Recordati compromete-se a pesquisar e o desenvolvimento de novas especialidades com foco em tratamentos para doenças raras.

A receita consolidada de 2017 foi de 1.288,1€ milhões, o lucro operacional foi de 406,5€ milhões e o lucro líquido foi de 288,8€ milhões.

 


 

Fonte: Ipsis