01 DEZEMBRO 2017

Espalhar o bem

O projecto "Recordati Quer" é a grande bandeira da Jaba Recordati na área da sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. Criado em 2012, este projecto começou por focar se no apoio a crianças de instituições sociais sediadas na zona da Grande Lisboa, mas, à medida que foi evoluindo, foi também alargando o seu âmbito de actuação a vários temas ligados à saúde, sempre que possível com o envolvimento dos colaboradores da empresa farmacêutica. Este ano, a Jaba Recordati quis ir mais longe e decidiu estender a iniciativa "Recordati Quer" a outros territórios.

Neste sentido, a empresa deu continuidade à colaboração com as associações EntreAjuda e Banco Alimentar, através do projecto "Restolho". Esta iniciativa consiste na realização de uma segunda colheita, nos campos de cultivo da Agromais. com o intuito de combater o desperdício alimentar. O projecto culminou com a organização do Dia do Voluntariado, no passado mês de Julho, na Golegã, que contou com a participação de mais de 90 dos cerca de 130 colaboradores da companhia farmacêutica em Portugal, que se deslocaram de todo o País para participar e apoiar esta causa.

Também com o objectivo de deslocalizar o apoio à comunidade para outras regiões, para além da Grande Lisboa, a Jaba Recordati tem vindo a colaborar com a Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro (Acreditar). A empresa tem procurado suprir as necessidades desta instituição, nomeadamente através do reforço do equipamento das casas que detém em Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal.

«A maior mudança que estamos a levar a cabo, de uma forma faseada até porque em termos logísticos se transforma num desafio -, é alargar as intervenções do projecto a todo o Pais, uma vez que consideramos que, tendo urna estrutura de colaboradores comerciais espalhados pelo território nacional, faz sentido que existam iniciativas em favor da co munidade, também elas abrangentes a todo o território», revela Ana Porfírio, directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati.

De acordo com a responsável, este é o rumo que a empresa pretende continuar a tomar nesta área. «A "Recordati Quer" continua a apoiar crianças nos seus projectos, no entanto, considerando o alargamento de âmbito que pretendemos, temos procurado direccionar, sempre que possível, as actividades do projecto para necessidades e iniciativas relacionadas com o nosso core business, a saúde, assim como apostar na dispersão geográfica das actividades desenvolvidas», reitera.

 

Recordati Quer - Responsabilidade Social

 

Colaboradores solidários

A iniciativa "Recordati Quer" surgiu de urna proposta interna de uma colaboradora da Jaba Recordati, no âmbito do executivo MBA interno proporcionado pela companhia, e foi «imediatamente apadrinhada e posta em acção através da criação de uma equipa de sponsors das áreas interna e externa e com o objectivo de desenhar o plano anual de actividade da "Recordati Quer"», recorda a directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati.

 

Actualmente, o projecto está estruturado em três programas - nomeadamente "Quero Sonhar", "Quero Partilhar" e "Quero o Meu Natal" -, que encerram diversas acções dirigidas à população mais carenciada e institui ções de solidariedade social sem fins lucrativos, e programas de formação e educação social, para responder às necessidades da comunidade envolvente.

Recordati Quer - Responsabilidade Social

 

Independentemente da natureza das iniciativas realizadas, o objectivo da empresa é que contem, sempre que possível, com a participação activa dos seus colaboradores, que são incentivados nesse sentido.

«Ao longo destes cinco anos, os projectos têm sido diversos. No entanto, fazemos questão que haja pelo menos uma iniciativa que envolva os colaboradores da companhia em prol de uma causa, o que faz com que, todos os anos, se utilize um dia de trabalho para levar a cabo, uma acção de voluntariado», explica a directora de Recursos Humanos,da Jaba Recordati.

A responsável adianta ainda que a estratégia da companhia farmacêutica na área da sustentabilidade e responsabilidade social corporativa está aberta a modificações e melhorias, contando, para tal, com o apoio dos seus colaboradores, procurando auscultar as suas opiniões e conselhos.

«O projecto "Recordati Quer" foi, desde o lançamento, muito bem acolhido pelos colaboradores da companhia, que se envolveram, desde logo, em todas as iniciativas apresentadas e que nos vão enviando propostas e ideias para novas intervenções. É visto e entendido por todos como parte do nosso ADN e cria valor para os colaboradores, uma vez que o seu envolvimento neste tipo de iniciativas traz novos desafios, proporciona uma forma diferente de crescimento pessoal e profissional e promove, desta forma, uma cultura de responsabilidade social mais efectiva, com o reforço do trabalho em equipa e accountability», reforça.

 

Recordati Quer - Responsabilidade Social

 

Querer (sempre) mais

Também a sustentabilidade ambiental é um tema sensível para a Jaba Recordati, que tem vindo a despender cada vez maior atenção a tudo o que possa minimizar a sua pegada ecológica.

«A nossa maior preocupação na área da sustentabilidade, considerando que temos uma frota automóvel de mais de 100 viaturas, foi garantir que a escolha da marca/modelo de frota garantia maior eficiência com resultados positivos no que respeita à emissão de CO2», revela Ana Porfirio. «Ao nível interno. no escritório, alterámos as propriedades das impressoras para impressões frente e verso a preto e branco por defeito e a necessidade de introdução de código nos equipamentos para tirar fotocópias. Procurámos sensibilizar todos os colaboradores para a melhor gestâo da energia e reciclagem de materiais», acrescenta Ana Porfírio.

Que retorno é que a companhia farmacêutica espera obter com todas estas acções no âmbito da sustentabilidade e responsabilidade social? «O retorno que procuramos é, primeiro que tudo, das instituições apoiadas, no sentido de garantir que são intervenções e acções sustentadas e que promovam a. continuidade dos respectivos projectos. Importa-nos também muito o reconhecimento e envolvimento das nossas pessoas no projecto. e respectivas acções de forma desprendida e voluntária, que acolham as iniciativas e nelas participem afincadamente, como se de um alcance de objectivo de negócio se tratasse e que tenham orgulho do resultado alcançado e de pertencer a uma companhia que se preocupa com a comunidade», conclui a directora de Recursos Humanos.

 


 

FonteMarketeer | 01-12-2017

“Exmo. Sr. especialista de epidemiologia / virologia / economista / política / comentador: vai passar agora a trabalhar de forma gratuita, sem receber salário nos próximos 2 anos, pois está a realizar uma tarefa de interesse público e portanto pode trabalhar gratuitamente!”

Foi isto que escutei por diversas vezes na televisão, na rádio, nos jornais, nas redes sociais, dito por inúmeros “especialistas” sobre o programa de I&D das vacinas, assim como a prestação de cuidados de saúde nos hospitais privados, etc, etc, etc.

Disparates e monstruosidades sobre o sector privado da saúde, afirmações ignorantes sobre enriquecimento da indústria farmacêutica, violação de patentes, custos exagerados e milionários de tratamento de doentes no privado (o que é falso, pois o custo de tratamento de um doente Covid num hospital privado custa menos ao estado, que num hospital público).

Portanto na essência, defendemos a frase inicial com que comecei este texto:

Mas só o fazemos para o sector privado da saúde?

Porque não fazê-lo para todos os outros sectores, privados ou públicos, que têm o interesse público, a saúde pública e o desígnio social do estado como supremo objectivo? Porque não trabalham também estes, individuais ou coletivos, de forma gratuita e sem remuneração?

Porque é exactamente isso que os “ditos especialistas” defendem, que as empresas deste sector, que investiram biliões de euros a investigar uma vacina, ou a tratar doentes de forma cuidada, o façam “de borla” em prol do interesse público. Mas não os vejo a oferecer a sua força de trabalho e o seu tempo de forma gratuita, porque será? Até o próprio presidente do mecanismo Covax o afirmou, mas será que também trabalha pro bono? Acho mesmo que não e que a sua remuneração deve ser uma “enormidade”. E afirmam isto porque pimenta… é refresco!

Bem sei que existe em Portugal um preconceito contra o sector privado, contra a remuneração do capital e do investimento que gera emprego e paga impostos. Mas o “estado vive” exactamente destes impostos que cobra, financia-se através de taxas, taxinhas e impostos. Este empreendedorismo nunca é reconhecido, aquele que assume o risco (porque nem sempre os negócios correm bem), que não se financia na banca sustentada pelos dinheiros públicos, mas no esforço individual dos seus empresários. Uma economia nunca pode ser forte, se não tiver um sector privado forte, inovador, exportador, investidor, gerado de emprego bem remunerado…

Tudo isto para voltar a esclarecer os “ditos especialistas” que nunca devem ter gerido nada na sua vida, muito menos investido empresarialmente: se uma empresa (seja de que área for) não tiver lucro: não pode pagar salários, impostos, investir em inovação, pagar aos seus fornecedores, construir fábricas.

A vacina contra o Covid foi lançada em menos de 1 ano (os medicamentos demoram mais de 8 anos a chegar ao mercado), com muito investimento por parte da Indústria farmacêutica (muitos biliões de euros, mais do que o estado Português vai injectar na economia através da “bazuca”), desse sector “privado malfeitor” que tenta roubar os dinheiros públicos, mas que vai salvar milhões de vidas. Esquecem-se que o investimento público em Portugal para I&D não dava sequer para comprar as “pipetas” utilizadas na investigação da vacina. E que os laboratórios públicos nunca conseguiriam ter a tecnologia e o know-how para fabricar estas mesmas vacinas. Salvo se houvesse um gigante investimento de capex e nos recursos humanos, mas que o estado nunca decidiu (nem decidirá) fazer.

Violar patentes seja do que for, nomeadamente de uma vacina é ilegal, viola os princípios básicos da propriedade intelectual, gera nos investidores a incerteza e desconfiança sobre os seus investimentos, pelo que deixam de investir na IF e vão investir outro sector. Ora se deixarem de investir, deixa de haver investigação e inovação, ou seja deixa de haver vacinas para a próxima pandemia.

Podemos sempre pensar no modelo Chinês ou Russo, mas até estes têm objectivos estratégicos de recompensa (influência e/ou lucro). Ao contrário das empresas tradicionais de IF, pois todas as empresas que fabricam vacinas, já referiram que não vão ganhar dinheiro com as mesmas vacinas enquanto o estado de pandemia existir; bem como aceitaram partilhar o know how descoberto para o fabrico das mesmas, com outras empresas da IF devidamente preparadas (para aumentar a capacidade).

Portanto aos “senhores especialistas” a minha recomendação é de que um bom líder, gere pelo exemplo, portanto antes de sugerirem o que quer que seja neste sector, ofereçam as suas poupanças ao estado Português para promover a investigação da próxima vacina e/ou tratamento necessário, aproveitem também para aceitar trabalhar pro-bono, pois também eles devem defender o interesse público!

 

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati


 

Fonte: Executive Digest