01 FEVEREIRO 2018

Contra todos os obstáculos

Com uma presença crescente em modalidades desportivas exigentes, também a marca TransAct®Lat tem mostrado estar em boa forma, ou não tivesse terminado o ano passado com uma quota de mercado superior a 60% no seu segmento.

Mais comunicativa e com uma aposta forte no território do desporto, em especial os desportos de mar. Nos últimos anos, tem sido esta a estratégia da marca de pensos transdérmicos anti-inflamatórios TransAct®Lat para manter e consolidar a liderança no seu segmento de mercado. A marca, do portefólio da Jaba Recordati, está apostada em reforçar a sua notoriedade e posicionamento junto do seu core target, as pessoas que levam urna vida diária activa e exigente do ponto de vista físico (em particular os desportistas), e tem vindo a traçar um plano de comunicação condizente com este objectivo.

Um dos eixos centrais desta estratégia é a parceria firmada entre a Jaba Recordati e a Federação Portuguesa de Vela (FP Vela). Estabelecido em 2015, o acordo visa a promoção da modalidade através da associação da marca TransAct®Lat a todas as acções e eventos organizados pela federação. Ainda antes desta parceria com a FP Vela, a TransAct®Lat já iniciara a sua ligação à vela em 2013, com a assinatura de um protocolo de colaboração com o Clube Náutico de Almada (CNA), sob a forma de patrocínio do Campeonato Nacional de Classe Snipe. Uma medida que visou o apoio à actividade de formação de classes mais novas de velejadores.

Contudo, o plano de patrocínios e activações da TransAct®Lat no território do desporto vai muito além da vela, estendendo-se a outras modalidades, bem distintas entre si, do surf ao basquetebol, passando pelo running - onde está presente também desde 2013, na altura com o apoio à Corrida da Linha de Cascais - e trekking. Em 2017, a marca esteve presente em eventos como a Corrida Marginal Douro, Corrida da Linha de Cascais, Trail Costa Vicentina, Corrida Brilhante e Masters Cup de Futsal, entre outros, prevendo que estas iniciativas tenham impactado um total de 50 mil pessoas.

Este conjunto de acções no desporto «permite que TransAct®Lat seja percebida como uma marca moderna, dinâmica e muito efectiva, pois é utilizada pelos [desportistas] mais exigentes. O target da marca é o adulto activo e, como tal, a associação à prática desportiva é, sem dúvida, o caminho mais directo de identificação com esse target», afirma Rui Rijo Ferreira, director de Marketing da Jaba Recordati.

 

TransAct®Lat | Contra todos os obstáculos

 

Agarrado à liderança

Com estas acções de comunicação, a marca TransAct®Lat pretende ser percepcionada pelos desportistas (sobretudo) como o penso transdérmico anti-inflamatório ideal para todos os que tém uma actividade física regular e não querem ser obrigados a parar por pequenas lesões decorrentes dessa mesma actividade. De resto, o claim da marca - "Passa por cima da dor" - pretende transmitir a mensagem de que as pequenas lesões não devem ser um obstáculo para a prática da actividade física de que se gosta. «Eficácia, segurança, comodidade e rapidez de acção são as principais características da marca que se traduzem no alívio da dor provocada pelas diferentes lesões sem os efeitos adversos dos anti-inflamatórios orais. Um produto fácil de aplicar com efeito quase imediato», enumera Rui Rijo Ferreira.

E a verdade é que a estratégia parece acertada e tem dado frutos, com reflexo ao nível das vendas e da quota de mercado. A marca TransAct®Lat fechou o exercício de 2017 na liderança do mercado, no segmento de pensos transdérmicos, com uma quota de mercado de 61,8%, e registou um crescimento de 20% no mercado dos anti-inflamatórios de aplicação tópica.

«São resultados que nos deixam muito orgulhosos e que sugerem que a estratégia seguida é ganhadora e que, por isso, a devemos manter. O que esperamos para 2018 é continuar a crescer acima do mercado dos anti-inflamatórios tópicos e sempre mais que os nossos concorrentes directos», comenta o director de Marketing da Jaba Recordati.

O responsável sublinha ainda que a estratégia de comunicação foi fundamental para atingir os resultados da marca, «permitindo manter e consolidar a liderança de TransAct®Lat no segmento de patchs anti-inflamatórios». «O balanço é globalmente positivo e justifica a manutenção das linhas de comunicação. A estratégia para 2018 segue basicamente as mesmas guidelines, com as adaptações e optimizações sugeridas pelos desenvolvimentos em 2017», reitera, adiantando que a marca «está a avaliar» a possibilidade de vir a entrar em novas modalidades. Para já, não está previsto o alargamento da gama da marca, que prefere concentrar esforços na manutenção ou reforço da liderança de mercado.

Quanto ao desenvolvimento da categoria de pensos transdérmicos no mercado português, Rui Rijo Ferreira refere que, «neste momento, é um mercado estabilizado e TransAct®Lat mantém, há muitos anos, a liderança, com uma quota de mercado acima dos 60%. Isto apesar da entrada no segmento dos "patches" de uma outra marca concorrente que domina o segmento dos cremes e que tentou alargar o seu negócio com uma entrada muito agressiva neste segmento. TransAct®Lat permanece como a referência da classe e sem dúvida que as suas características únícas muito para isso contribuem», conclui o responsável.

 


 

Fonte: Marketeer | 01-02-2018

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

O mundo não parece fácil quando analisamos o mundo de trabalho que esta geração, que nasceu a meio da década de 80, enfrenta.

Chamamos aos millennials de narcisistas mas com uma baixa auto-estima, não estão habituados lutar para a ter tudo o que desejam, incapazes de construir objectivos, com incapacidade de estabelecer laços sociais, sem foco das suas limitações e incapacidade de definir um plano próprio de melhoria, habituados a  ter tudo sem fazer nada… e isso pode ser verdade com alguns, quando perguntamos quais são os seus objectivos que entendem deviam ter atingido um ano depois de estarem numa companhia: CEO claro, respondem!

Mas não todos, nem sequer é um problema geracional e engana-se quem pensa que nesta Geração “são tudo flores”. Esta é uma geração que nasce na década de 80, quando o muro de Berlim cai e a URSS desmorona-se, numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais.

Cresceram no meio de uma sociedade que passa do ideal do colectivismo para o individualismo, da colaboração e respeito pelas regras para a competição e “cada um cria as suas regras”, o “seu marketing – one to one”. Não têm consciência política e entendem a sociedade de uma forma de “ready to use”.  

Os dados e as informações crescem numa progressão aritmética e tornam-se globais e os jovens, verdadeiros “globetrotters”. A superficialidade é um ponto comum nesta geração, quer nas amizades, nos relacionamentos, nas experiências de trabalho…

Os culpados não são necessariamente os próprios jovens, embora também tenham a sua culpa adquirida pelo conforto a que esta geração teve acesso.

A Família e os Pais, são provavelmente os principais culpados. Pois os seu desenvolvimento verificou-se numa época de gigantescos avanços e disrupções tecnológicas (a internet por exemplo) mas também decrescimento e riqueza econômica onde a facilidade é um ponto comum.

Os próprios pais desenvolveram um sistema educacional baseado na facilidade, recompensa sem contrapartida real, sem premiarem o esforço, estimulando a competição individual. Estimularam e viram os efeitos reais do elevado social a funcionar. A educação académica servia como base para um futuro brilhante, o que não era verdade. A verdade era material e tudo se tornou pouco durável e efémero.

Foi uma geração que cresceu cada vez mais concentrados em grandes polos urbanos e com o digital e virtual a assumir um papel integrador social nas relações sociais e profissionais. Nasceram neste meio, no meio da Revolução Digital. Não têm tempo de pensar, pois cresceram no meio da acção, em que a quantidade de informação disponível duplica rapidamente, tendo que aprender a selecionar e a fazer “like” do que gostam ou “remover” o que não gostam, muito facilmente.

São mais de 30% da população mundial e estão ligados ao mundo por um smartphone. Não precisam de pesquisar ou procurar, basta aceder ao “google.

Em consequência tornaram-se Impacientes, não tendo tempo de selecionar “entre toda a informação disponível” limitam-se a escolher muito bem as fontes. Não se interessam por política pois não viveram tempos em que a sociedade precisou de políticos e ideais fortes, pelo que tornando-se estes cada vez mais semelhantes, se desinteressaram. Este cenário ideológico instável e flexível acompanhado pelo estímulo do liberalismo ao consumo, levou-os a criar novos comportamentos de grupo que depois se tornaram de “tribo”.

A sociedade passou a ser a sua tribo. Criaram relações de confiança (por exemplo numa determinada plataforma) pois valorizam mais o autêntico que o formal.

Querem ser envolvidos na criação dos produtos e das marcas (crowdsourcing). Antes desta geração, o final do curso académico servia para ter um emprego (bom de preferência, ganhar dinheiro, casar e ter filhos.

O que esta geração nos ensinou é que o conceito de fim de curso e o dinheiro serve para ter experiências únicas e singelas depois (por exemplo de viajar durante um ano no fim de curso), reforçando o individualismo desta geração.

Por isso saem de casa aos 30 anos ou depois, onde estão protegidos e sustentados pelos pais, podendo focar a sua atenção e recursos nestas mesmas experiências.

No meio de tudo isto, no início do século XXI, atirámo-los para o meio de Organizações (empresas) sem os entender, não percebendo o seu “eu” (e não “nós”), a sua ambição e objectivos de vida.

Com choques de gerações dentro da organizações preparadas para receber colaboradores bem disciplinados, habituados a definir um processo para atingir um resultado (demorasse o que fosse necessário), com um estilo algo paternalista, rigidez hierárquica, não considerando o ”work life balance”, assente em fluxos relacionais sólidos e construídos ao longo do tempo, com limitações na introdução de novas tecnologias.

Só podia dar um resultado inesperado. Organizações e gerações anteriores sem compreenderem os “millenials” e criticando-os pelo seu individualismo e falta de foco; com os “millenials” a sentirem-se insatisfeitos e ansiosos por estarem dentro de organizações que julgam esclerosadas, com pessoas que podiam ser os seus pais mas não se comportam como tal. Sem possibilidade de ter informação e entretenimento disponíveis em qualquer lugar e em qualquer altura; sem possibilidade de se tornarem CEOs no primeiro ano.

Esta foi a geração mais atingida pela Crise económica de 2008 e pela crise actual gerada pelo Covid-19.

Afectou drasticamente a sua carreira e a sua remuneração (“Apenas um terço dos Millennials e 38% da Geração Z não foram afetados nos seus trabalhos nem na sua remuneração” – Deloitte). A parte positiva, é que estas 2 crises tornaram-nos resilientes, ganharam valores que a família (nem a escola) ensinou, deixando de pensarem tanto no “eu” e mais no nós.

Sentimentos contraditórios desta geração que parece que precisava de “um abanão” que os impelisse a desejar construir e contribuir para um mundo melhor. A contribuir com a sua parte na sociedade, não através das redes sociais mas através comportamentos positivos.

“Na guerra, mais importante que o nosso inimigo, é quem temos ao nosso lado a combater”.

Vamos ver!!!

 


 

Fonte: Executive Digest