02 DEZEMBRO 2017

Cardiologista alerta para riscos de hipertensão na Guiné-Bissau

O médico cardiologista português Luís Filipe Martins alertou hoje que a hipertensão na Guiné-Bissau é uma "bomba relógio" e que é necessário os guineenses adotarem hábitos de vida mais saudáveis.

O alerta foi feito no I Congresso Luso-Guineense sobre Doenças Cardiovasculares, que decorreu em Bissau, organizado pelo Hospital Principal Militar e a empresa portuguesa Jaba Recordati.

A conclusão do cardiologista português foi feita na sequência de um estudo piloto realizado em agosto e setembro em duas zonas urbanas e uma zona rural do país.

"A realidade que nos aconteceu é pior do que aquela que nós esperávamos. Permiti-nos concluir algumas coisas e a mais dramática é que as pessoas na Guiné-Bissau, quer em dois sítios urbanos, quer num ambiente mais rural, têm valores de pressão arterial elevadíssimos e estão muito mal controlados", afirmou o médico.

Segundo Luís Filipe Martins, os guineenses são hipertensos, a "maior parte não sabem que são e a esmagadora maioria não está tratado".

"Os poucos que estão tratados não são controlados, ou seja é uma bomba relógio", disse, sublinhando que as pessoas e as autoridades do país devem perceber que aquilo vai ser a prioridade, "porque é assim no mundo todo".

O médico português explicou que apesar de a hipertensão ser uma pandemia mundial, na Guiné-Bissau está "completamente descontrolada".

"O drama é que já é responsável por uma grande parte da mortalidade e da morbilidade prematura", disse, aconselhando os guineenses a ter hábitos de vida mais saudáveis, nomeadamente a comer menos sal, fazer exercício físico e uma alimentação mais saudável.

"Neste momento, há uma coisa que se chama globalização e nos sítios mais recônditos do mundo há fast food, bebidas açucaradas e aquilo que antigamente demorava eternidades a transmitir-se, neste momento, a globalização da informação permite o acesso", afirmou.

 


 

Fonte: Lusa | in Diário de Notícias | 02-12-2017

Sobre os resultados do XXXIV Barómetro Human Resources, Ana Porfírio, directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati faz notar que,

«os resultados que apontam para que 67% das empresas em Portugal irão alterar o paradigma de trabalho no pós-pandemia implementando novas práticas e organização do trabalho em detrimento do presencial, parecem-me carregados de desejabilidade social e wishful thinking».

Leia o seu testemunho:

«Os resultados do Barómetro são os expectáveis, numa altura onde a gestão se faz “à vista” e com ajustes e re-ajustes quase diários. Sobre as questões 1 e 2, os Recursos Humanos terão cada vez mais de se aproximar do negócio como parceiro estratégico, uma vez que o seu papel, hoje talvez mais do que nunca, deverá ser instrumental nas alterações e ajustes necessários a esta realidade que agora vivemos.

No entanto, os resultados da questão 8, com alterações muito significativas nos modelos de trabalho apontando a gestão de projecto com um aumento perto dos 70% e a “uberização” acima dos 35%, assim como da questão 9, onde 50% dos respondentes acreditam que a maioria das empresas em Portugal terão 30% ou mais dos seus trabalhadores em teletrabalho, e da questão 10, com resultados que apontam para que 67% das empresas em Portugal irão alterar o paradigma de trabalho na pós-pandemia implementando novas práticas e organização do trabalho em detrimento do presencial, parece-me carregado de desejabilidade social e wishful thinking, retirando, naturalmente, sectores que, pela sua natureza, são já hoje, como eram no passado pré-pandemia, completamente híbridos nos seus modelos de trabalho.

Concordo naturalmente que aquilo que todos estamos a ganhar em progressão tecnológica e digital forçada, integração de diferentes modelos de trabalho, etc., quando funcionam para a organização, deverão ser mantidos e integrados numa melhor forma de trabalhar e produzir resultados. Fico, no entanto, com a sensação de que em muitas organizações estas alterações são o “mal menor” e necessário neste contexto que vivemos, mas que quando se caminhar para uma estabilização da pandemia pretendem que tudo volte ao “normal”.

Veremos.»

 


 

Este testemunho foi publicado na edição de Fevereiro (nº 122)  da Human Resources, no âmbito da XXXIV edição do seu Barómetro.