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​ZANIDIP® - INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS E MECANISMO DE AÇÃO

Zanidip® está indicado para o tratamento da hipertensão essencial ligeira a moderada. Zanidip® pertence ao grupo farmacoterapêutico - Bloqueadores selectivos dos canais do cálcio com efeitos principalmente vasculares. Derivados dihidropiridínicos.

 

A substância ativa de Zanidip® é o cloridrato de lercanidipina, o qual pertence a um grupo de medicamentos designados por Bloqueadores dos Canais do Cálcio (derivados di-hidropiridínicos) que baixam a pressão arterial. A sua utilização para o tratamento da pressão arterial elevada (também conhecida como hipertensão), é apenas recomedada para adultos com mais de 18 anos (não é recomendado a crianças menores de idade). Alguns indivíduos, cuja hipertensão não é adequadamente controlada apenas com um agente antihipertensor, podem beneficiar da adição de Zanidip® à terapêutica com um fármaco bloqueador dos recetores beta adrenérgicos (atenolol), um diurético (hidroclorotiazida) ou um inibidor do enzima de conversão da angiotensina (captopril ou enalapril). Dado que a curva dose-resposta é pronunciada com um planalto nas doses entre 20-30 mg, não é provável que a eficácia seja melhorada por doses mais elevadas, enquanto os efeitos secundários podem aumentar. A lercanidipina é um antagonista do cálcio do grupo das di-hidropiridinas que inibe o influxo transmembranar de cálcio para o músculo cardíaco e músculo liso. O seu mecanismo de ação antihipertensora é devido a um efeito relaxante direto sobre o músculo liso vascular, diminuindo deste modo a resistência periférica total.

 

Efeitos farmacodinâmicos

Apesar da sua semivida plasmática farmacocinética ser curta, a lercanidipina possui uma atividade anti-hipertensora prolongada devido ao seu elevado coeficiente de partilha de membrana, e é desprovida de efeitos inotrópicos negativos devido à sua alta seletividade vascular. Dado que a vasodilatação induzida por Zanidip® tem um início gradual, raramente tem sido observada hipotensão aguda com taquicardia reflexa em doentes hipertensos. Tal como para outras 1,4-di-hidropiridinas assimétricas, a atividade anti-hipertensora da lercanidipina deve-se principalmente ao seu (S)-enantiómero. 

 

Eficácia e segurança clínicas

Além dos estudos clínicos conduzidos para fundamentar as indicações terapêuticas, um estudo adicional, pequeno e não controlado, mas aleatorizado, em doentes com hipertensão grave (pressão sanguínea diastólica média  em 40% dos 25 doentes com uma dose de 20 mg uma vez por dia e em 56% dos 25  doentes com doses de 10 mg, duas vezes por dia, de Zanidip®. Num estudo conduzido em dupla ocultação, aleatorizado e controlado versus placebo em doentes com hipertensão sistólica isolada, Zanidip® foi eficaz na diminuição da pressão arterial sistólica partindo-se de valores iniciais médios de172,6 ± 5,6 mm Hg para 140,2 ±  8,7 mm Hg.

 

Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de farmacologia de segurança realizados em animais não mostraram quaisquer efeitos sobre o sistema nervoso autónomo, sobre o sistema nervoso central ou sobre a função gastrintestinal, em doses anti-hipertensoras. Os efeitos relevantes que foram observados em estudos a longo prazo em ratos e cães estavam relacionados, direta ou indiretamente, com os efeitos conhecidos de doses elevadas dos antagonistas do cálcio, refletindo predominantemente a atividade farmacodinâmica exagerada. A lercanidipina não foi genotóxica, nem apresentou evidência de risco carcinogénico. Em ratos, a fertilidade e atividade reprodutora geral não foram afetadas pelo tratamento com lercanidipina. Não existe evidência de quaisquer efeitos teratogénicos em ratos e coelhos; contudo, em ratos, a lercanidipina em níveis de dose elevados induziu perdas pré- e pós-implantação e atraso no desenvolvimento fetal.  O cloridrato de lercanidipina, quando administrado em doses altas (12 mg/kg/dia), durante o  trabalho de parto, induziu distócia. Não se investigou a distribuição da lercanidipina e/ou dos seus metabolitos em animais grávidos, nem a sua excreção no leite materno. Os metabolitos não foram avaliados separadamente nos estudos de toxicidade.