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O QUE É LANSOPRAZOL ALEXIN MG E PARA QUE É UTILIZADO

 

A substância ativa de Lansoprazol Alexin MG é o lansoprazol, um inibidor da bomba de protões.

Os inibidores da bomba de protões reduzem a quantidade de ácido que o estômago produz.

Na composição de Lansoprazol Alexin MG, a substância ativa é o lansoprazol. Lansoprazol Alexin MG atua no tratamento da úlcera duodenal e da úlcera gástrica, esofagite de refluxo, erradicação do Helicobacter pylori (H. pylori), doença de refluxo gastroesofágico sintomática, e síndrome de Zollinger-Ellison.

 

A prescrição de Lansoprazol Alexin MG pode ocorrer nas seguintes indicações terapêuticas:

 - Tratamento da úlcera gástrica e duodenal;

- Tratamento da inflamação do esófago (esofagite de refluxo);

 - Prevenção da esofagite de refluxo;

 - Tratamento da azia e da regurgitação ácida;

- Tratamento de infeções causadas pela bactéria Helicobacter pylori quando administrado em combinação com terapêutica antibiótica;

- Tratamento ou prevenção da úlcera gástrica ou duodenal em doentes sob tratamento continuado com AINEs [anti-inflamatórios não esteroides] (o tratamento com AINEs é usado contra a dor ou a inflamação);

 - Tratamento da Síndrome de Zollinger-Ellison.

 

 

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS

Grupo farmacoterapêutico: Grupo 6.2.2.3  - Inibidores da bomba de protões. Código ATC: A02BC03.

Lansoprazol é um inibidor da bomba de protões gástrica. Inibe a fase final da formação do ácido gástrico inibindo a atividade da H+/K+ ATPase das células parietais do estômago.

A inibição é dosedependente e reversível e o efeito aplica-se quer à secreção basal, quer à secreção estimulada de ácido gástrico.

O lansoprazol é concentrado nas células parietais e torna-se ativo no seu meio acídico, após o que reage com o grupo sulfidrilo da H+/K+ATPase, causando a inibição da atividade da enzima.

Efeito na secreção ácida gástrica: O lansoprazol é um inibidor específico da bomba de protões da célula parietal. Uma única dose oral de 30 mg de lansoprazol inibe a secreção de ácido gástrico estimulada pela pentagastrina em cerca de 80%.

Após uma administração diária repetida ao longo de sete dias, atinge-se uma inibição da secreção de ácido gástrico de cerca de 90%.

Tem um efeito correspondente na secreção basal de ácido gástrico. Uma única dose oral de 30 mg reduz a secreção basal em cerca de 70% e os sintomas dos doentes são consequentemente aliviados logo a partir da primeira dose.

Após oito dias de administração repetida a redução é de cerca de 85%. Uma cápsula (30 mg) diária permite obter um alívio rápido dos sintomas e a maioria dos doentes com úlcera duodenal recupera em 2 semanas e os doentes com úlcera gástrica e esofagite de refluxo em 4 semanas.

Pela redução da acidez gástrica, o lansoprazol cria um meio no qual os antibióticos adequados podem ser eficazes contra o H. pylori.

 

 

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS

O lansoprazol é um racemato de dois enantiómeros ativos que são biotransformados na forma ativa no meio acídico das células parietais.

Como o lansoprazol é rapidamente inativado pelo ácido gástrico, é administrado oralmente em formas de revestimento entérico para absorção sistémica.

Absorção e distribuição O lansoprazol apresenta uma biodisponibilidade elevada (80-90%) com uma dose única. O pico dos níveis plasmáticos ocorre entre 1,5 a 2,0 horas.

A ingestão de alimentos atrasa a taxa de absorção do lansoprazol e reduz a biodisponibilidade em cerca de 50%. A ligação às proteínas plasmáticas é de 97%.

Os estudos demonstraram que os grânulos das cápsulas abertas têm uma AUC equivalente à das cápsulas intactas se os grânulos forem suspensos numa pequena quantidade de sumo de laranja, sumo de maçã, ou sumo de tomate misturado com uma colher de puré de maçã ou puré de pera ou espalhados numa colher de iogurte, pudim ou requeijão.

Os grânulos suspensos em sumo de maçã administrados através de um tubo nasogástrico também apresentaram uma AUC equivalente.

Metabolismo e eliminação: O lansoprazol é extensamente metabolizado pelo fígado e os metabolitos são excretados quer por via renal, quer por via biliar. O metabolismo do lansoprazol é catalisado principalmente pela enzima CYP2C19. A enzima CYP3A4 também contribui para o metabolismo.