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O QUE É O ALPRAZOLAM JABA MG E PARA QUE É UTILIZADO

Alprazolam Jaba MG é um medicamento genérico que pertence ao Grupo farmacoterapêutico 2.9.1 Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.

Alprazolam Jaba MG apresenta-se sob a forma de comprimidos de libertação modificada contendo, respetivamente, 0,5 mg, 1 mg ou 2 mg, de alprazolam como substância ativa.

Os agentes do Sistema Nervoso Central da classe das benzodiazepinas, exercem provavelmente o seu efeito por ligação a recetores estereo-específicos em diversos locais do sistema nervoso central. Desconhece-se o seu mecanismo de ação exato.

Clinicamente, as benzodiazepinas provocam uma atividade depressora do sistema nervoso central relacionada com a dose, variando entre uma ligeira diminuição de capacidade de efetuar tarefas e hipnose.

 

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS

O alprazolam, uma substância ativa ansiolítica, anti-depressiva e anti-pânico, é rapidamente absorvido após administração oral. Atingem-se os níveis plasmáticos máximos uma ou duas horas após a administração. Os níveis plasmáticos de alprazolam após uma dose única são proporcionais à dose administrada; para doses entre 0,5 mg e 3,0 mg, os níveis máximos foram 8,0 a 37 ng/ml. Durante a administração múltipla de 1,5 a 10 mg/dia de alprazolam, dividida durante o dia, os níveis médios do estado estacionário de alprazolam foram 18,3 a 100 ng/ml.

A semi-vida do alprazolam é 12-15 horas. O alprazolam e os seus metabolitos são excretados sobretudo na urina. Os principais metabolitos do alprazolam são o alfahidroxialprazolam e uma benzofenona derivada do alprazolam. A atividade biológica do hidroxialprazolam é cerca de metade da do alprazolam, e a benzofenona é quase inativa. 

Os níveis plasmáticos destes metabolitos são extremamente baixos, no entanto, as suas  semi-vidas parecem semelhantes à do alprazolam. Alprazolam Jaba comprimidos de libertação modificada não afeta o tempo de protrombina, nem os níveis plasmáticos de varfarina, em voluntários do sexo masculino a quem foi administrada oralmente varfarina sódica.  O alprazolam liga-se, in vitro, à proteína sérica humana (80%).

 

Alprazolam Jaba MG está indicado no tratamento das seguintes situações:

Estados ansiosos (neuroses de ansiedade)

Os sintomas que ocorrem nestes doentes incluem ansiedade, tensão, agitação, insónia, apreensão, irritabilidade e/ou hiperatividade vegetativa, resultando em queixas somáticas variadas.

Ansiedade em doentes com depressão

Sintomas simultâneos de ansiedade e depressão ocorrem nestes doentes.

Estados de ansiedade associados a outras situações

Como por exemplo a fase crónica de abstinência do álcool e doenças funcionais ou orgânicas, particularmente certos transtornos gastrintestinais, cardiovasculares ou dermatológicos.

Perturbações relacionadas com o pânico

Alprazolam Jaba MG comprimidos de libertação modificada está indicado para o tratamento de doença de pânico, com ou sem evitamento fóbico. Alprazolam Jaba MG comprimidos de libertação modificada está igualmente indicado para bloqueio ou atenuação dos ataques de pânico e fobias em doentes com agorafobia e ataques de pânico.

 

EFICÁCIA

A eficácia de alprazolam sob a forma de comprimidos de libertação modificada no tratamento da ansiedade, para uso a longo prazo, excedendo 6 meses, não foi ainda estabelecida em ensaios clínicos sistemáticos; no entanto, doentes com perturbações relacionadas com pânico foram tratados eficazmente por períodos até oito meses. O médico deverá reavaliar periodicamente a utilidade do fármaco para cada doente individualmente. As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave, incapacitante ou o indivíduo está sujeito a angústia extrema. 

 

POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO 

O medicamento Alprazolam Jaba MG deve ser administrado por via oral.

A dose óptima de Alprazolam Jaba MG comprimidos de libertação modificada, deve ser individualizada com base na gravidade dos sintomas e na resposta individual do doente.

O tratamento deve iniciar-se com a dose mais baixa recomendada. A dose máxima não deve ser excedida. Tal como com todas as benzodiazepinas, a duração do tratamento deve ser a mais curta possível. O doente deve ser avaliado regularmente e a necessidade de continuar o tratamento deve ser avaliada, especialmente no caso do doente estar livre de sintomas. A duração total do tratamento, em geral, não deve ultrapassar mais de 8-12 semanas, incluindo a redução gradual da dose.

Em certos casos, poderá ser necessário prolongar o tratamento para além do período indicado: se tal acontecer, isto não deve ocorrer sem que tenha lugar uma reavaliação do doente por um especialista. A dose diária habitual (ver quadro) é suficiente para as necessidades da maioria dos doentes. Nos casos em que é necessário a administração de doses mais elevadas, estas deverão ser aumentadas cuidadosamente, a fim de evitar efeitos adversos. Em geral, os doentes que não tenham sido previamente tratados com medicação psicotrópica requererão doses mais baixas do que aqueles previamente tratados com tranquilizantes menores, antidepressivos ou hipnóticos.