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Corporação deriva do latim, `corporis` e `acho`, corpo e ação (`in` «Wikipedia»), ou seja, um grupo de pessoas submetidas às mesmas regras e estatutos. Como tal, se olharmos para a estrutura base da palavra latina, diria que o mundo corporativo português em 2016 passou por uma fase`corporis`, em que existiu ou melhor, subsistiu e não agiu. Por quê? Vimos uma reviravolta que o nosso sistema político semipresidencial ou parlamentar nos trouxe, baseado na novidade de um governo assente em premissas e coligações impensáveis, mas sem um rumo ainda claro; um sistema bancário a afundar-se de forma precipitada, sem credibilidade e sem capital; as empresas «semipúblicas», que outrora eram as «joias da coroa», estão descapitalizadas, descredibilizadas e sem capacidade de atração de capital; os bons exemplos de empresas portuguesas vêm da área do turismo ou de empresas que se internacionalizaram há algum tempo, sendo apelidadas de portuguesas apenas porque o foram na sua génese; as multinacionais olham para Portugal como um pequeno mercado em que tudo pode acontecer, o aumento das exportações apenas significa a pequenez do mercado interno, mas muitas vezes não vemos valor acrescentado diferenciado nos produtos que exportamos; a sociedade deixou de acreditar no mundo corporativo pela falta de credibilidade que este vive.
2017 trará certamente um país melhor.
Fonte - " Human " - 01/01/2017